Morte Súbita

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Morte Súbita

Gerard estava entusiasmado com o que iria fazer, mas não podia negar para si mesmo que havia algo começando a incomodá-lo. Quando estava sentado em um dos bancos do ônibus, tateou o bolso da calça sentindo o volume do pen drive. Observou as pessoas ao redor distraídas com suas vidas, ouviu o ronco do motor do veículo que o levava ao seu destino. Tudo parecia normal, mas tinha uma energia esquisita emanando ao seu redor, trazendo uma sensação incomoda.

Quando desembarcou no ponto de ônibus e deu alguns passos em direção ao Stump bar, Gerard parou e olhou para trás sentindo como se estivesse sendo acompanhado por algo. Ele franziu o cenho de modo desconfiado, enfiou a mão no bolso e removeu o pen drive o encarando. Que picuinha era aquela?

No bar tudo estava tranquilo, Brendon ainda não havia saído do banheiro, mas Billie já estava em seu posto tentando se concentrar em arrumar as garrafas na prateleira acima do frise enquanto sua mente ainda continuava presa nas ideias libertinas. Odiava o fato de ainda estar se sentindo excitado e de como aquilo era uma tortura.

— Você está bem? — abordou Patrick ao parar ao lado dele o vendo por uma garrafa de vodca entre as de gin.

— O quê? — Billie o olhou ainda absorto.

— Essa garrafa não é aqui. — Patrick a pegou e a colocou entre as garrafas de vodca onde ela devia ficar. — Você está muito distraído. O que está acontecendo? — Voltou a olhá-lo e desta vez, inevitavelmente, não deixou de perceber o volume evidente na calça dele.

Billie seguiu a direção ao que ele olhava, pendendo a visão para o seu baixo ventre. Prontamente se encostou contra o frise a fim de esconder aquilo, mas seu corpo agradeceu a compressão e ele se xingou mentalmente por ser um pervertido.

Patrick pigarreou completamente desconcertado, mas ele entendia que às vezes era difícil. Não era um homem sexualmente ativo, mas também tinha um pênis e os mesmo hormônios, às vezes o bichinho simplesmente acorda e é complicado.

Billie não sabia o que dizer era uma mistura de safadeza e vergonha.

— Se você quiser entrar para resolver isso. Você pode ir — disse Patrick, solidário.

Billie estava muito instigado, parecia um cachorro no cio, não conseguiu evitar a investida:

— Quer resolver para mim? — ofereceu, seu olhar o percorrendo por inteiro.

Surpreso, Patrick corou bruscamente e Billie sorriu feito um patife o lançando uma piscadela, arrancado dele uma tosse forjada.

— Eu... Eu vou atender aquele... — Patrick não completou, apenas se afastou voltando para o Bert e balançando disfarçadamente a camisa.

— O que foi? Está com calor? — perguntou Bert.

— Acho que eu preciso colocar mais ventiladores aqui. — Patrick sorriu disfarçando.

Billie respirou fundo e esfregou a face frustrado por ter acabado de flertar com o seu chefe. Onde estava com a cabeça? Ele fechou os olhos tentando se controlar, precisava urgentemente que alguma coisa acontecesse para tirá-lo daquele modo devasso, precisava de algo que o fizesse brochar. Então, ao seu favor, Gerard entrou no bar.

Olhar para Billie e Patrick fez Gerard perceber que o que estava fazendo não era algo fácil, o desconforto só pirou e ele deduziu instantaneamente que era muito cara de pau em por os pés ali de novo. Seu estômago se comprimiu em nervosismo e se viu completamente vexado. Se fosse um tempo atrás ele com certeza não ligaria, seria cínico, mas as coisas estavam tão diferentes agora, tudo estava tão sobrecarregado.

TLIAC (Frerard)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora