48 - E quando foi que eu reclamei?

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Demorei, mas o cap chegou e tá ENORME!

Aproveitem aí e não esqueçam de comentar e votar. Amo vocês!!!!!

***

A primeira coisa que eu sinto ao acordar é um repentino nervosismos vindo direto ao meu estômago, mas diferente daquele nervosismo que eu sempre tenho antes das provas de história ou o nervosismo que eu senti quando minha mãe me pegou com Shawn.

Esse aqui é bom, mais como o que eu sinto quando estou prestes a subir no palco em uma das minhas peças ou em todas as vezes que eu ficava encarando a janela do meu quarto até Shawn pular por ela.

— No que tu tá pensando?

E a segunda coisa que eu sinto é um peito quente contra as minhas costas e uma voz suave contra o meu ouvido.

— Como tu sabia que eu tava acordada? — me viro para ele e vejo seu rosto perfeitamente desenhado e perfeitamente próximo do meu.

— Tua respiração mudou. — ele diz baixo e puxa minha blusa para beijar meu ombro.

— Eu tava pensando em ti, em nós... — os músculos de seu rosto contraem, mas ele não se deixa mostrar que está sorrindo nem quando eu traço seus lábios com meus dedos.

— Ah, é? E no que exatamente? — sua mão encontra minha cintura e desce por minha lateral até subir novamente sob minha blusa e seus lábios encontrarem os meus.

— Não era, exatamente, nisso. — eu me afasto de sua boca e ele a desvia para meu pescoço. — Não que eu não pense muito nisso, porque eu penso, mas... — ele persiste em tentar tirar o meu foco e porra, ele é muito bom nisso. — Ah, foda-se.

Eu me deito de volta ao colchão e o puxo para ficar sobre mim e ele parece rir do fato de eu ter me entregado tão fácil.

— Não ri, porque eu posso sair daqui agora mesmo. — seguro seu rosto com uma mão, afastando-o do meu e seu sorriso abre-se mais ainda.

— Eu duvido muito que tu faça isso. — ele ri e eu levanto a sobrancelha.

— Não me desafie, Mendes.

— Tá, como eu sei que tu é teimosa vou engolir o orgulho aqui e pedir pra ti não sair. Deixa eu te beijar, por favor? — tiro minha mão de seu rosto, mas ele espera eu assentir para levar seus lábios aos meus.

É tão bom sentir seu calor contra a minha pele, sua língua contra a minha, a pressão de seus dedos contra meu corpo e toda a leveza que ele me traz em seu toque.

— Lembra que é tu que dita as regras por aqui. — diz no momento que começa a subir minha blusa. — Então tu pode pôr limites... — seus dedos traçam a minha lateral enquanto ele me beija e põe uma de suas pernas entre as minhas para poder afastá-las. — ...quando tu quiser.

Quando seus dedos vão da lateral de meu quadril até a parte interna de minha coxa, eu me obrigo a por minha mão em seu pulso.

— Ainda não, Shawn. — ele me olha e eu aperto os olhos. — Eu não achei que ainda estaria doendo. Me desculpa...

— Não... — ele se afasta e vai ao meu lado, puxando minha blusa pra baixo.

— Eu sei que eu não devia fazer isso, quer dizer, eu já me recusei a transar contigo por tanto tempo e depois que acontece eu fico negando, não sei se isso não é justo ou se... — percebo que estou tagarelando quando ele me beija.

— Do que tu tá falando, Sarah? Eu não quero que tu sinta que eu to pondo pressão...

— Eu só não quero ser... eu não quero te... — engulo em seco. — Eu não quero te decepcionar, sabe? Eu te fiz esperar por bastante tempo.

Influence - [Shawn Mendes]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora