50 - Trapaceira e mentirosa.

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Uma maratoninha de leve, o que acham?

Não sei se vcs viram, mas estamos com 99k e isso é simplesmente uma das coisas mais fodas que já aconteceram comigo pq eu cheguei aqui nem sabendo que eu podia escrever e agora vcs tão me deixando entrete-los e isso é mto gratificante, sério. Muito obrigada por tudo.

Espero que gostem muito, pq sofri pra escrever kkkkkk tá, nem tanto.

Amo vocês, não esqueçam de votar e comentar!!!!!

***

Sarah's POV

A minha visão permaneceu turva por um bom tempo. Desde ter sido posta no carro, ter conseguido apenas assentir quando Shawn me perguntou se deveríamos ir pra Nova Iorque e ter tomado, sei lá, uns dois litros de água que ele ia enfiando garganta abaixo todas as vezes que eu abria os olhos — mas eu sempre voltava a fecha-los.

E por um lado, foi ótimo. Consegui vê-lo dirigindo tranquilamente, com aquela feição maravilhosa e descontraída. Seus dedos batiam no volante ao ritmo de cada musica, remexia a cabeça e deixava seu cabelo bagunçar-se enquanto não sabia que eu estava vendo.

— Trapaceira. — diz quando eu não me aguento e acabo espirrando, então ele pega o casaco que estava pendurado em seu banco.

— Hum? Do que tu tá falando? — me faço de sonsa e me tapo com tecido pesado.

— Eu to sentindo o teu olhar a uns dez minutos.

— Ah, é? E porque tu não disse nada até agora?

— Porque eu faço o mesmo as vezes... — ele diz e sorri, mantendo a visão na estrada, então eu ajeito a minha postura.

— Não me assusta, garoto. — ele ri.

— Como tu tá? — olho pra fora e eu não faço ideia de onde a gente está.

— Acho que bem. — ele me olha. — Ótima, eu to ótima.

— Hm, trapaceira e mentirosa... ok.

— Ah, para. Eu to bem sim, só to com... fome. — digo e olho a hora. São duas da tarde e eu sequer almocei.

Shawn desacelera um pouco e leva seu braço ao banco de trás, pondo uma sacola em meu colo.

— Sem tomate? — pergunto ao abrir o pacote.

— Tu sabe que sim. — ele pisca pra mim e eu quase grito pelo tanto que eu amo esse cara agora.

— Shawn, posso te agradecer? — engulo em seco e olho para a estrada.

— Pelo que, meu bem? — eu sei que ele me olha, mas eu não tive coragem de fazer o mesmo.

— Por ser quem tu é pra mim. — ele estende a mão até meu colo e eu entrelaço nossos dedos. — Eu andei perdendo e me decepcionando com muita coisa. — meus pais, o cara que eu era idiota o suficiente pra amar, minha melhor amiga, a floresta. — Mas tu me manteve forte.

— Tu é forte, Sarah. Não tem nada a ver comigo.

— Tu facilitou muito as coisas e... tu continua facilitando, cara. Olha o que tu tá fazendo! A gente tá indo pra Nova Iorque num carro que nós montamos juntos, parece que eu to na porra de uma comédia romântica. — ele ri e se obriga a tirar a mão da minha para mudar de marcha.

Influence - [Shawn Mendes]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora