— Olá, pai do Jacob! — indagou Green diante de Billy Black.
Billy a analisou cuidadosamente, o sorriso crescendo em seu rosto enrugado. Ele gesticulou para que Jacob a trouxesse para mais perto. Os dois faziam bem um ao outro, o brilho nos olhos de Jacob era a prova que Billy não podia negar.
— Me chame de Billy, minha jovem. — a cadeira de rodas rangeu levemente enquanto ele se inclinava, tentando captar melhor a expressão dela. — Ou terei que chamá-la de 'a sobrinha de Sam Uley', e sei o quanto esse nome deve pesar.
— Como não queremos isso, me chame de Green ou Trish, Billy. — A forma como ela respondia, rápida e sem hesitação, intrigou Billy. Ele gostava do fogo da garota.
— Gosto de Green. — argumentou o Black, sua voz baixa e calorosa. Ele lançou um olhar significativo para Jacob. — Jacob também parece gostar mais desse. Ele não para de falar de você desde a praia.
— Gosta, é?
— Ah, não tenha dúvidas disso. Desculpe os modos rudes do meu filho; geralmente ele não age assim, mas ele é facilmente impressionável. Entrem, a casa é de vocês.
— Meu Deus, pai. — resmungou Jacob, fechando a porta com mais força do que o necessário, seguindo Green para o interior aconchegante da casa, onde cheirava a madeira e mar.
— Gosta de peixes, Green? — perguntou Billy, ignorando as caras e bocas do filho e gesticulando para que ela se sentasse.
— É o meu signo, então...
— Jacob é de aquário. — disse Billy, com um brilho maroto nos olhos. — Talvez isso queira dizer alguma coisa, não acham?
Trish pressionava os lábios tentando conter o riso.
— Você não fez essa comparação... — postergou Jacob, negando com a cabeça enquanto olhava para o pai com incredulidade.
— Jake, você disse que ia preparar o jantar, está na hora. — demandou Billy, consultando o relógio de pulso.
Jacob bufou.
— Eu já vou. — disse, arrastando os pés para a cozinha, que ficava visível da sala de estar.
— Você pode ajudá-lo, ele não é tão bom quanto eu gostaria que fosse? — pediu Billy aos sussurros para Trish, inclinando-se um pouco em sua direção, o tom conspiratório. — Não diga que eu te contei isso.
Trish ergueu o mindinho e assentiu, sorrindo.
— Será o nosso segredo.
A Uley foi na direção da cozinha e encontrou Jacob inclinado dentro da geladeira, bufando a cada segundo procurando por algo. O Quileute estava perdido nos ingredientes certos para o preparo do peixe, os braços apoiados nas prateleiras geladas.
— Precisa de ajuda?
— Não é como fritar um ovo. — disse ele, fechando a geladeira com um baque aborrecido.
Trish riu e passou por ele, abrindo novamente a geladeira com confiança.
— Descasca isto e corta em rodelas. — pediu ela, estendendo-lhe algumas batatas e indicando a tábua de corte.
Momentos depois, entre risadas e comentários sobre os temperos, Jacob retirou o peixe assado com batatas e orégano do forno. Estava com uma cara ótima, a pele do peixe brilhando, e o cheiro então nem se falava.
Ela sorriu satisfeita por ainda ser capaz de preparar algo que não fosse congelado ou instantâneo. Trish precisava se virar para se alimentar quando estava sozinha em casa, quase que todo o tempo, e geralmente optava pelo básico ou comidas prontas.
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PERPÉTUA - JACOB BLACK
אנשי זאבA ânsia pela concretização se arrasta tanto que a esperança se transforma em agonizante incredulidade. Se a máxima é que o tempo é um bálsamo e um revelador implacável, por que, em meu caso, ele falhou duplamente? Ele nem curou a ferida, nem mostrou...
