Edward estava de pé na varanda da mansão Cullen, debruçado sobre o parapeito, olhando o céu a horizonte estrelado. Ele havia sentido a ausência de Bela, uma sensação de vazio que o incomodava bastante. E agora, horas depois, ele não ainda não a via retornar.
De repente, ele viu Bela se aproximando da casa, sua figura escura se destacando contra a luz da lua. Edward se endireitou, seus olhos fixos nela.
— Onde esteve? — perguntou, sua voz firme e controlada, escondendo uma pontada de irritação.
Bela hesitou por um momento antes de saltar para seu lado.
— Eu estava apenas... caminhando pela floresta.
Edward a encarou, seus olhos brilhando com desconfiança.
— Não minta para mim, Bela. — seu tom era firme. — Eu posso sentir a mentira em sua voz. Onde esteve, realmente?
Bela suspirou sabendo que não poderia mentir para ele.
— Eu fui a festa de casamento de Jacob. — confessou.
Edward sentiu uma onda de raiva e ciúme, mas controlou-se.
— Por que foi até lá?
— Jacob é meu melhor amigo, Edward. Eu queria estar lá para ele, mesmo que isso signifique...
Edward sentiu um incômodo ao ouvir aquelas palavras, Bela ainda parecia ter sentimento por Jacob.
— Você precisa deixá-lo ir. Ele está feliz. Você precisa respeitar isso, Bela.
A vampira assentiu, sabendo que Edward estava certo. Mas realmente ela não podia evitar de sentir uma pontada de tristeza ao pensar em Jacob com outra pessoa.
Enquanto os dois discutiam na varanda, uma figura emergiu das sombras nos limites das terras da reserva. Paul Lahote, transformado em lobo, encarou os dois com ódio.
Paul odiava aquela família de vampiros, sentia repulsa e ódio mortal pelos sanguessugas. Eles eram uma abominação, uma ameaça constante a sua tribo e a sua terra. Ver Isabela e Edward de volta à reserva, especialmente após o casamento de Jacob, o deixava intrigado e transtornado.
Ele os observou com atenção, seus dentes cerrados em uma ameaça silenciosa. Se eles ousassem pisar em terras quileutes novamente, Paul os desmembraria. Ele não hesitaria em defender sua terra e sua tribo contra aqueles monstros.
E, enquanto observava os dois, o lobo não pôde evitar de pensar que poderia ter aproveitado a vulnerabilidade dela mais cedo, na praia, e tê-la matado ali mesmo. Ele havia se contido, mas agora se perguntava se havia sido um erro não ter agido naquele momento.
Edward e Bela pareciam não notar a presença de Paul, perdidos em sua própria discussão.
A noite estava escura e silenciosa, com apenas o som distante de um carro passando pela estrada.
Rachel estava sentada no sofá vendo TV, quando ouviu o som da porta de abrindo.
Ela olhou para cima e viu Paul entrando, seu rosto cansado e seu olhar distante. Ele não disse nada, apenas passou por ela e foi direto para o quarto.
Rachel desligou a TV, se levantou e foi até o quarto, onde o encontrou tirando os sapatos.
— Está tudo bem?
Paul a olhou e sorriu fracamente.
— Tudo bem. — disse. — Só estou cansado.
Rachel sabia que algo estava saindo do controle para deixá-lo tão aéreo e chegar ao ponto de esconder-lhe a verdade.
Ela sabia que não adiantaria questioná-lo. Paul era um homem fechado, e ela havia aprendido a não pressioná-lo para que ele falasse sobre coisas que não queria discutir.
A Black então assentiu indo até ele, dando-lhe um leve beijo na testa.
— Vou deixá-lo descansar. Boa noite.
Paul sorriu novamente e a abraçou, mas Rachel sabia que ele estava longe, perdido em seus próprios pensamentos. E ela sabia que não poderia fazer nada para trazê-lo de volta.
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PERPÉTUA - JACOB BLACK
WerewolfA ânsia pela concretização se arrasta tanto que a esperança se transforma em agonizante incredulidade. Se a máxima é que o tempo é um bálsamo e um revelador implacável, por que, em meu caso, ele falhou duplamente? Ele nem curou a ferida, nem mostrou...
