PRÓLOGO

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 Nunca pensei que estaria assim tão envolvida em um mundo habitado por monstros — sequer cogitei que ele existisse. No entanto, me adaptei a tudo porque ele é meu mostrinho favorito.

Nos olhos dele, eu encontrei a sobriedade que busquei a vida toda. Ele se tornou minha âncora desde então.

Se é isso que chamam de pagar penitência — se apaixonar perdidamente, perder o fôlego com um sorriso torto, sentir o friozinho incômodo na barriga, desejar estar com ele até quando estou... — então, que seja ela perpétua.


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O rugido não veio. Não houve a explosão da mudança, nem o calor da fúria para incendiar a floresta. Houve apenas o silêncio. Um silêncio gélido e brutal que desceu sobre mim quando vi.

Vi a Morte, não como uma figura encapuzada, mas como a certeza implacável de um destino que jamais pudemos vencer. Ela não lutou, não houve grito, apenas o sopro leve que parou. E com ele, o mundo, o meu mundo, desabou.

Ela me chamou de seu "mostrinho favorito", e eu era sua âncora, o que a mantinha aqui. Mas quem me segura agora? Ela era a sobriedade que eu enxergava, a única coisa que impedia a fera dentro de mim de se tornar selvagem para sempre. Agora, a besta está livre, e o homem está em ruínas.

O tempo, que ela temia ter falhado, finalmente cumpriu sua promessa mais cruel. Deixou-me com a penitência que é, de fato, perpétua: a de ter de continuar respirando em um mundo onde a minha luz se apagou para sempre. E não há matilha, nem promessa, nem imprinting que cure essa ausência.

PERPÉTUA - JACOB BLACKHistórias para pegar e não largar. Descubra agora