Na noite de núpcias, enquanto Jacob dormia, Trish levantou-se sorrateira da cama e foi em busca do celular para discar o número desconhecido de mais cedo.
Decidida a confrontar Bela, Green pega o celular e liga para a mesma, sentindo uma mistura de emoções: curiosidade, raiva e uma pontada de ciúme.
Não sabendo o que espera encontrar, porém determinada a descobrir o que está acontecendo.
Depois de alguns toques, Bela está do outro lado da linha.
— Alô?
— Isabela? — Trish fecha os olhos e respira fundo, não iria voltar atrás. — Imagino que saiba quem está falando...
— Sim.
— Vou direto ao ponto. Eu quero ver você.
— Eu não acho que seja uma boa ideia. Jake deixou bem claro para que eu não me aproximasse...
— Jacob. — impertigou-se Trish. — O nome dele é Jacob. E ele não vai saber.
— Tudo bem. Onde?
— Na clareira.
Com a concordância de Bela, Green desliga o telefone. Ela encara Jacob por alguns segundos, tomado pelo cansaço e envolto pelo sono profundo, decide se juntar a ele onde adormece.
Trish abriu os olhos lentamente, sentindo o sol brilhar através das cortinas da janela. Ela esticou os braços e sentou-se na cama, olhando em volta. Tudo parecia normal, mas não conseguia sacudir a sensação de que algo estava errado.
Jogando as cobertas para o lado, saiu da cama, dirigindo-se ao banheiro para se lavar. Depois de se arrumar, Trish desceu para o primeiro andar, onde o aroma de café fresco a recebeu.
A cozinha estava vazia, a casa, estava vazia. Havia um bilhete preso com imã na porta da geladeira, escrito pela letra de Emily.
"Trish, querida, precisei ir fazer compras. Os rapazes foram fazer a ronda matinal. Consegui guardar alguns bolinhos para você. Aproveite o dia, volto já."
Trish sentiu um pouco de alívio ao saber que tudo estava normal, mas sua mente ainda estava focada no plano que havia elaborado. Ela se serviu de uma xícara de café e sentou-se à mesa, olhando pela porta enquanto esperava por Paul.
Ela estava ansiosa para contar ao quileute sobre seu plano para descobrir o que estava acontecendo. A Uley sabia que Paul era um dos poucos que poderia ajudá-la a descobrir o que queria. Enquanto esperava, Trish começou a repassar os detalhes do plano em sua mente, preparando-se para a conversa que estava por vir.
— Você fez o que, Trish? — questionou Paul, exasperado.
— Eu quero vê-la, Paul. E você vai comigo.
Sabendo que aquilo era uma loucura, o Lahote jamais concordaria.
— Eu? — gargalhou. — Nem pintado a ouro, lindinha.
Trish cemicerrou os olhos e se inclinou em sua direção sobre a mesa.
— Paul, eu digo a Rachel que foi ao Canadá sozinho.
— O que?! — Exclamou, extasiado diante da mentira.
— Oh, Racheeel...? — cantarolou.
Paul grunhiu.
— Você aprendeu a mentir assim com quem? Vou dizer isso a Sam.
Ela deu de ombros.
— Vai ou não me ajudar?
— Você esteve no Canadá?
Os dois se viraram para ver de quem era a voz medonha que se intrometia na conversa alheia.
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PERPÉTUA - JACOB BLACK
Hombres LoboA ânsia pela concretização se arrasta tanto que a esperança se transforma em agonizante incredulidade. Se a máxima é que o tempo é um bálsamo e um revelador implacável, por que, em meu caso, ele falhou duplamente? Ele nem curou a ferida, nem mostrou...
