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 A fogueira havia cessado de queimar em seus ouvidos, mas o calor continuava. Não o calor da lenha, mas o que fervia entre eles.

Assim que as sombras da casa de Sam os engoliram, o silêncio se tornou uma presença pesada. Os lábios de Jacob encontraram os de Trish em um beijo urgente, ainda com o sabor salgado do ar da praia e o leve cheiro de fumaça impregnado em suas roupas.

— Não quero esperar — ele murmurou, a voz grave e áspera contra o pescoço dela.

— Não vamos — ela respondeu, puxando a camiseta dele com força.

A ideia de paciência havia evaporado com o suor frio de seu medo na fogueira. Jacob a ergueu sem esforço, e os pés de Trish envolveram sua cintura. Eles não se preocuparam com as escadas. A cozinha foi o primeiro cenário daquela noite. O balcão frio sob a fraca luz de segurança, ofereceu um contraste delicioso ao calor escaldante de Jacob.

O som abafado do tecido sendo rasgado na meia-luz e o contato da pele quente contra o balcão duro. O frenesi era total, um ato de possessão mútua e desesperada. Ali, entre a louça limpa de Emily e o cheiro doce de pão fresco, eles se agarraram, buscando o alívio. Jacob pressionava sua boca contra a dela, as mãos firmes na sua pele, buscando a conexão visceral que só o imprinting proporcionava. Trish agarrava seus ombros, os dedos cravando-se na musculatura tensa dele, entregando-se à intensidade. O som ofegante de suas respirações era abafado pelo ruído distante do vento.

Não demorou para o desejo os impulsionar para fora da cozinha. Arfando, Jacob a carregou para a sala de estar. O chão frio de madeira pareceu revigorante contra suas costas, e eles se moveram para o tapete macio, onde a luz da tempestade que se aproximava os banhava. Ali, no silêncio da noite, sob a primeira chuva fina que começou a tamborilar nas janelas, Jacob deslizou vigorosamente para dentro dela, penetrando-a calorosamente e com a urgência que o momento pedia e Trish clamava.

 Não era apenas paixão; era a confirmação física de um vínculo, um alívio tátil para a ansiedade de Trish, um cimento visceral para o imprinting de Jacob. Era selvagem e terno, um lembrete de que, apesar de todo o caos e ameaças, a única verdade era o toque um do outro. Trish sentia-se segura, ancorada pelo corpo poderoso dele, e Jacob encontrava a paz apenas na rendição completa dela.

 As estocadas eram cada vez mais profundas e agraciadas por gemidos semicortados de Trish, que para contê-los cravava os dentes nos ombros do quileute, fazendo-o gemer em resposta. 

 Quando, finalmente, se moveram para o quarto de Trish, eles caíram exaustos na cama, adormecendo com o som ritmado da chuva, o corpo de Jacob agindo como um escudo protetor.

 Ela podia ouvir as risadas ecoando pelo corredor, um som alto e masculino, antes de evadir em seu quarto. A ideia de abandonar sua preciosa cama e o travesseiro ainda quente com o cheiro de Jacob era quase insuportável.

A manhã estava com uma cara ótima, uma manhã levemente chuvosa. As rajadas de vento contra as persianas na janela faziam um som ritmado. Os poucos raios de sol bailavam pelo piso amadeirado através da cortina puída, lançando barras de luz dourada.

As risadas continuavam contagiosas, e isso estava aguçando sua curiosidade para qual era o tema da conversa. Ela estava tão craque que, mesmo de longe, podia reconhecer aquele grunhido gutural que Jared chamava de gargalhada. Na certa, estavam falando sobre o assunto do momento: seu casamento com o neto de Ephraim Black.

Ela esperou ansiosa, balançando os pés na cama, pelo momento que um de seus amigos fosse derrubar aquela porta numa entrada triunfal trazendo consigo seu café da manhã — uma bandeja repleta de guloseimas que somente Emily tinha o dom de fazer —, mas nada disso aconteceu. A garota riu em negação. "Já não era mais amada como antes," pensou sarcasticamente.

PERPÉTUA - JACOB BLACKHistórias para pegar e não largar. Descubra agora