A porta da sala de estar se abriu e, sem aviso, os braços finos de Trish envolveram Jacob pelas costas, seguidos por um beijo quente em seu ombro. Ele sentiu o cheiro familiar e reconfortante de sol e flores silvestres que ela sempre trazia consigo.
— Oi, amor. — ela disse, a voz abafada enquanto aninhava o rosto em sua nuca. — Onde esteve a tarde toda? Fui procurar você. As meninas estão roncando no quarto de hóspedes.
Ele então girou-se dentro do abraço, de modo que ficassem face a face, segurando-a firmemente pela cintura. Os olhos escuros e profundos de Jacob se encontraram com os dela.
— Andando por aí, pensando. — respondeu, após beijar sua testa com carinho. — Conhecendo outra parte da cidade. — acrescentou, desviando o olhar sutilmente para esconder a reunião com Bruce.
— Hum. E o quê achou? Não parece a selva de concreto de que eu falei?
Jacob não achou lá grandes coisas — o excesso de carros, o barulho constante e os prédios altos o oprimiam, fazendo-o sentir falta da vasta floresta de La Push —, mas parecia suficiente para uma vida normal e segura a qual ele tanto buscou ao lado de seu imprinting. Ao lado dela, tudo parecia ser às mil maravilhas do mundo.
— Caótica. Mas... interessante, sim. Tem potencial.
Trish sorriu com sua resposta, seus olhos orientais estreitando-se de satisfação. Aquele sorriso o magnetizava como da primeira vez; ele moraria nele se fosse capaz.
— Você acha que pode se acostumar? Com a vida civilizada e com o barulho de Stanford?
Ele se curvou para dar-lhe um selinho demorado, puxando-a para mais perto, sentindo a leveza de seu corpo contra o dele.
— Já me acostumei. E não importa onde estejamos, você está aqui. Isso é o suficiente.
— Eu te amo. — murmurou ela, após envolvê-lo pelo pescoço e beijá-lo com intensidade. O beijo era uma declaração de alívio e segurança pela presença dele.
— Eu também te amo. Mas... eu preciso te contar algo. Algo importante que aconteceu enquanto você estava fora.
A seriedade de Jacob a preocupou de imediato. Aquele tom nunca era usado para trivialidades. Ele a puxou suavemente para o sofá, sentando-se lado a lado, joelho com joelho.
— O que foi? É sobre a matilha? — Ela esperou por sua resposta, mas tudo que recebeu em troca foi um silêncio pensativo enquanto ele traçava círculos em sua mão.
Jacob percorria em sua mente diversas maneiras de contar-lhe que havia estado com seu pai. Ele não sabia se o recente elo entre pai e filha resistiria à notícia de um almoço secreto.
— Estive com seu pai hoje. — ele disse de uma vez, fixando os olhos nos dela. Ela sequer esboçou quaisquer reação indesejada, apenas arqueou as sobrancelhas e deu de ombros, surpreendendo-o. — Almoçamos juntos.
Um sorriso franco e pouco sem emoção nasceu nos lábios dela. Ela estava mais interessada em saber o motivo.
— Ah é? E como foi? Ele tentou te subornar para eu voltar para casa?
Jacob suspirou alto, aliviado por não ter sido um desastre.
— Foi bem... amigável, eu diria. Conversamos sobre você, sobre mim... Ele parecia genuinamente querer me conhecer.
Trish o observou com a cabeça inclinada, analisando a honestidade em seus olhos.
— E, isso é... bom? Ele foi gentil de verdade?
Ele assentiu, pegando a mão dela e beijando a palma com reverência.
— Sim. Ele parecia genuinamente querer me conhecer. Adivinhe a proposta que ele me fez?
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PERPÉTUA - JACOB BLACK
Hombres LoboA ânsia pela concretização se arrasta tanto que a esperança se transforma em agonizante incredulidade. Se a máxima é que o tempo é um bálsamo e um revelador implacável, por que, em meu caso, ele falhou duplamente? Ele nem curou a ferida, nem mostrou...
