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   Meia hora depois, o Mercedes parou diante de uma casa de madeira simples e acolhedora, com um cheiro delicioso pairando no ar.

— Sam, nossa menina está de volta — cantarolou Emily, ao avistar Trish adentrando na casa.

O sorriso da Quileute era de um tom acolhedor ao ponto de fazer com que o coração da garota se aquecesse. Trish deixou-se ser envolvida pelos braços de Emily.

— Você fez muita falta, querida. A matilha está louca para te ver.

Trish não soube como responder, apenas assentiu sorrindo e desfez-se do abraço, sentindo o calor do lugar invadir sua alma.

— Eu trouxe alguns amigos... — mencionou Trish, gesticulando para os três atrás dela, que observavam a sala com curiosidade e cautela. — Espero que não haja problemas.

— Nenhum. Vocês são todos...

— Bem-vindos — concluiu Sam, descendo as escadas. A presença dele preenchia a sala, imponente e serena.

— Sam! — ela inqueiriu a plenos pulmões, impulsionando seu corpo contra o dele num abraço de urso que faria um homem comum cambalear.

— Que recepção calorosa — brincou Sam, beijando o topo de sua cabeça, os braços musculosos envolvendo-a por instinto.

Nos primeiros segundos, Sam pareceu revolto de surpresa com a intensidade do abraço. Uma velha lembrança de uma Green criança, atravessando aquela mesma sala feito um foguete e se atirando em seus braços, tomou conta de Sam.

— É bom estar de volta — ela sussurrou contra a muralha de seu corpo.

Casa. Era onde ela estava. Segura. Era como se sentia naquele instante.

— Não vai me apresentar seus amigos? — perguntou Sam, afastando-a gentilmente.

— Claro — respondeu no automático. — Estes são Brandon, Allexya e Nikki.

Os três acenaram. Brandon, ainda amuado, manteve as mãos nos bolsos.

— Fiquem à...

— Não — indagou Allexya. — Não diga a esse cara para ficar à vontade, confie em mim. Estamos tentando nos redimir pela casa anterior.

Sam ergueu as mãos na defensiva, sorrindo de leve. Ele havia gostado da honestidade.

— Onde está Jacob? — questionou ao notar a ausência do lobo.

— Ele ficou com o Billy. Eles tinham que conversar.

— Certo. Devem estar com fome, não? Vocês estão com cheiro de pizza e ressaca.

— Não faz noção do quanto — Brandon respondeu, esfregando o estômago. — Aquele velhot...

Nikki deu-lhe um safanão discreto, fazendo-o calar-se.

— Não liguem para nada do que ele disser.

— Não enche, Nikki — O loiro resmungou, xingando-a baixinho.

 Emily os guiou até a mesa da cozinha, oferecendo-lhes seus famosos muffins de mirtilo, ainda quentes. Sam os assistiu devorar tudo aquilo em questão de minutos. Realmente estavam famintos.

Uley havia gostado dos amigos da sobrinha. Eram divertidos, engraçados, e não tinham papas na língua. A tirar pelo fato do loiro ser meio medonho e estar fascinado pela loira, Sam podia sentir aquela tensão sexual adolescente no ar. Disso ele entendia, lidava com adolescentes aflorados diariamente.

Com um beijo na testa da sobrinha e um beijo demorado em sua mulher, o Quileute se despediu e saiu. A ronda o esperava.

Minutos após a saída de Sam, ouviu-se uma grande algazarra vinda da porta. Trish logo reconheceu e abriu um sorriso, pondo-se de pé. Eram Embry, Jared, Quil e Paul. O caos havia chegado.

PERPÉTUA - JACOB BLACKHistórias para pegar e não largar. Descubra agora