O sol brilhava sobre a praia la push, iluminando o dia mais importante da vida de Jacob, o crepúsculo bailava sobre as ondas do mar.
Ele estava prestes a se casar com a mulher que amava, Green Trish. A cerimônia seria simples, mas significativa, com apenas os amigos e familiares mais próximos presentes.
Jacob olhou para Green, que estava linda em seu vestido branco, que delicadamente envolvia sua barriga de grávida, o vestido estava projetado para realçar sua beleza e não esconder sua condição. O Black sentiu o coração saltar no peito, sabendo que estava fazendo a coisa certa.
Bruce sorria, enquanto se aproximava com a filha em seus braços.
— Estou entregando minha filha em suas mãos, Jacob. — disse ele, com lágrimas nos olhos. — Cuide bem dela e de meu neto.
Jacob sorriu e assentiu, tomando a mão de Green para si.
— Eu prometo.
O velho Quil Ateara, vestido com suas roupas tradicionais, se aproximou do altar, onde Jacob e Green estavam de pé, segurando as mãos um do outro. Quil olhou para os dois com um sorriso caloroso e começou a falar em sua língua nativa, invocando os espíritos ancestrais para abençoar a união.
— Que os espíritos dos nossos ancestrais estejam conosco hoje, para abençoar esta união sagrada. — a voz do Ateara ressoou pela praia.
Trish e Jacob se entreolharam com brilho nos olhos, a felicidade os contagiando. Ambos sabiam que estavam fazendo a coisa certa, e que a benção de Quil e dos espíritos ancestrais era um presente precioso.
Quil continuou a falar, contando histórias e lendas da tribo Quileute, explicando a todos presentes o significado da cerimônia. Pedindo assim para que Jacob e Green se comprometessem um com o outro, que prometessem amar e respeitar um ao outro por toda a vida.
Assim os dois o fizeram, podendo Quil os declarar marido e mulher. Os convidados explodiram em aplausos e gritos de alegria, enquanto Jacob e Green se beijavam, selando sua união.
A cerimônia havia terminado, portanto era hora de celebrar.
A música começou a tocar e as pessoas a dançar. Jacob e Green foram os primeiros a dançar, segurando-se um ao outro enquanto giravam ao som da música "Perfect" de Ed Sheeran.
Sam abraçado a sua esposa estava contente, tanto quanto, felizes em ver a jovem tão diferente de quando havia posto os pés na reserva.
Enquanto todos festejavam e celebravam a alegria dos casados, uma figura solitária os observava a certa distância. Uma mulher de cabelos escuros e olhos tristes. Parecia querer se aproximar, entretanto algo a impedia.
Jacob havia lhe dito uma vez para nunca mais se envolver em sua vida, e agora que ele estava casado com Green, ela sabia que não tinha mais lugar ao lado dele.
Enquanto se virava para ir embora, Bela deu de cara com Paul Lahote, que estava parado ali, observando-a com seu olhar de desprezo.
— O que está fazendo aqui, sanguessuga? — perguntou com sua voz dura e hostil. — Que eu me lembre não foi convidada.
Bela sorriu levemente, mas Paul não se deixou enganar. Ele sabia que ela havia se tornado uma vampira perigosa e manipuladora.
— Eu não preciso de convite para ir aonde eu quiser. — respondeu-lhe a vampira.
Paul deu um passo à frente.
— Você não é bem vinda aqui. Você é uma ameaça para o Black e todos nós. Não me faça tirá-la a força.
Bela riu, uma risada fria e maldosa.
— Nem perca seu tempo, Lahote. Eu mais forte que você.
Paul sequer se intimidou.
— Eu não estou sozinho. — disse, e logo Bela pôde ver os pares de olhos reluzirem. — Faremos você ir embora de uma forma ou de outra.
Bela sorriu novamente, mas desta vez havia algo diferente em seus olhos. Ela sabia que Paul e quem quer que estivesse na mata, não hesitaria em atacá-la e por estar sozinha talvez ela não tivesse a menor chance.
Ela se virou e desapareceu na escuridão, deixando Paul para trás.
O quileute então retornou à festa, seu rosto ainda tenso devido ao encontro frustrante com a vampira. Ele se misturou entre os convidados, tentando se distrair da sensação de desconforto que ainda persistia.
Rachel se aproximou, notando sua expressão séria.
— o que houve? — perguntou ela, com a voz baixa e preocupada.
Paul hesitou por um momento antes de responder.
— Nada, linda. Estou apenas um pouco cansado.
Rachel o olhou desconfiada, sabendo que Paul não estava lhe dizendo a verdade.
— Tem certeza? — perguntou ela novamente, ainda com o tom de voz baixo.
O quileute assentiu, forçando um sorriso.
— Sim, tenho certeza. Vamos aproveitar a festa.
A Black concordou, embora ainda parecesse desconfiada. Ele sabia que ela não havia acreditado em sua história, mas não queria preocupá-la com a aparição indesejada de Bela. Paul queria que Rachel se divertisse na festa do irmão, sem se preocupar com problemas do passado.
Os dois então se juntaram aos outros, dançando e sorrindo.
Apesar de toda distração ao redor, Lahote não conseguia se livrar da sensação de que Bela ainda estava por perto, observando-os com seus olhos frios e calculistas.
Jacob e Trish aproveitaram pela distração de todos e resolveram escapar, ela parecia cansada e não via a hora de se livrar de todo aquele tecido.
Os dois haviam decidido não viajar para nenhum lugar exótico, preferindo passar a lua de mel em um lugar que era especial para ambos. A reserva.
Green sentou-se em sua cama, vestindo um negligê branco e transparente, após se livrar do vestido.
O quileute saiu do banheiro, envolto em uma toalha branca que mal cobria sua cintura, seu cabelo molhado e despenteado, sustentando um sorriso travesso.
Green, sentada na cama, olhou para ele mordendo os lábios.
— Está pronto para a nossa noite de núpcias, querido? — perguntou ela com a voz sedutora.
Jacob se aproximou dela, com o olhar cheio de desejo.
— Estou mais do que pronto. E você, senhora Black, está pronta?
Green gritou de surpresa e gargalhou, enquanto Jacob se jogava em cima dela, rolando na cama em uma confusão de risadas e beijos.
A garota olhou para ele, seus olhos brilhando de amor e desejo.
— Eu estou pronta para qualquer coisa com você.
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PERPÉTUA - JACOB BLACK
WerewolfA ânsia pela concretização se arrasta tanto que a esperança se transforma em agonizante incredulidade. Se a máxima é que o tempo é um bálsamo e um revelador implacável, por que, em meu caso, ele falhou duplamente? Ele nem curou a ferida, nem mostrou...
