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 — O quê vocês estão olhando? — indagou Nikki, encarando o trio de garotas que olhavam insidiosamente para Jacob, enquanto passavam. A morena parecia a própria cão de guarda.

— Nikki, vem logo! — ralhou Allexya, tentando puxá-la pelo braço para saírem da boate antes que começassem uma confusão.

— Ele é lindo, mas estão vendo aquela gostosa com ele? — bradou Nikki, apontando para Trish com um dedo acusador. A morena estava disposta a tirar as garotas de circulação de forma dramática. — É a dona dele. Vade retro, satanás!

— Nikki, pelo amor de Deus cala essa boca e vamos embora! Você está me envergonhando! — insistiu a loira, impaciente, arrastando a amiga.

— Sim, vamos. — rendeu-se Nikki, vendo que havia feito um bom trabalho em dispensar as garotas com sua loucura. — Ainda temos que estourar a champanhe e comemorar a coragem do Jake.

— Eu não acho que você esteja em condições de continuar bebendo. Você mal consegue andar em linha reta. — argumentou Allexya, seguindo-a para a saída.

— Isso é o que veremos quando chegarmos na casa da Trish. Se tiver licor, a noite é minha. — desafiou ela, cambaleando na direção do estacionamento.

Durante o caminho da boate à casa de Trish, que durava aproximadamente quarenta minutos, Nikki apagou completamente no colo de Allexya no banco de trás do carro.

— Filha da... Nikki, você tá babando em mim! — esbravejou a loira, frustrada, tentando afastar a cabeça da amiga.

A morena apenas resmungou algo parecido com: "Só preciso de mais dois minutinhos, Lexy, me deixa dormir".

— O quê? Eu vou te matar! — Allexya bufou, arrancando risos sinceros de Jacob e Trish no banco da frente.

Seriam somente mais alguns minutos e eles chegariam. No interior do carro ecoava confortavelmente a canção: Up & Up de Coldplay.

Pelo canto do olho, Jacob pode perceber a nostalgia tomando conta de seu imprinting. Ela exalava cansaço — uma exaustão que não era física, mas emocional. Ele daria tudo para conhecer o teor de seus pensamentos e assim saber como agir para arrefecê-los.

Trish permaneceu quieta, inerte em seus pensamentos profundos, o rosto apoiado na janela fria. Por medo de que ela se afogasse em si própria, Jacob estendeu a mão em busca da dela e entrelaçou seus dedos, seu calor se espalhando pela pele dela.

Ela sorriu brevemente, um aceno mudo de gratidão, permanecendo com a cabeça apoiada na janela.

— Pandinha, você está bem? Está muito quieta. — Jacob ouviu Allexya sussurrar.

— Estou. Só cansada. — murmurou Trish.

Assim que Jacob estacionou em frente à casa dos O'Brien, desligou o motor e apagou os faróis.

— Chegamos? — perguntou Nikki, sentando-se, completamente desorientada. Seus olhos estavam vermelhos. — Vamos, quero beber!

Então, os quatro desceram do carro. Trish lançou as chaves da casa para Allexya, que as pegou e passou à frente com Nikki, que já estava correndo.

— Tem certeza de que você está bem? Você parece que vai desabar. — abordou-a Jacob, aparentemente preocupado, puxando-a para perto.

Ela apenas assentiu com um sorriso fraco e segurou sua mão, levando-o para dentro.

Na sala de estar, a morena esvoaçante, Nikki, segurava uma garrafa de licor (do que parecia ser Baileys) enquanto tentava conectar algo ao sistema de som, xingando baixinho o aparelho. Sentada ao sofá, elegantemente entediada, Allexya mexia no celular.

PERPÉTUA - JACOB BLACKHistórias para pegar e não largar. Descubra agora