[CONCLUIDA]
Park Jimim,um jovem de 18 anos que sai de casa e entra na faculdade, no seu primeiro dia quando passa a dividir o quarto com um amigo que adora festas,Jimim conhece Jeon Jungkook,um jovem rude, tatuado e com piercings que implica com seu...
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Pego as roupas que Jungkook trouxe para eu usar:
uma de suas camisetas pretas lisas, uma calça xadrez vermelha e meias pretas enormes.
Dou risada ao imaginar Jungkook vestido daquele jeito, mas então me lembro de que ele deve tê-las tirado da cômoda que guarda as roupas que nunca usa. Levanto a camiseta, que tem o cheiro dele. Essa Jungkook com certeza vestiu, e há pouco tempo. É um aroma inebriante, indescritível, com um toque de menta, meu cheiro favorito no mundo.
Eu me troco e sinto que a calça é grande demais, mas mesmo assim é confortável. Deito na cama e me cubro até o peito, com os olhos colados no teto enquanto repasso mentalmente meu dia. Sinto que estou pegando no sono, certamente para sonhar com olhos verdes e camisetas pretas.
- NÃO! - A voz de Jungkook me desperta abruptamente. Estou ouvindo coisas?
- Por favor! -, ele grita outra vez.
Saio da cama em um pulo e corro para o outro lado do corredor. Minha mão encontra o metal frio da maçaneta do quarto de Jungkook, que graças a Deus não está atrancada.
- NÃO! Por favor... -, ele berra.
Na verdade nem pensei no que fazer. Se ele estiver sendo atacado, nem imagino qual vai ser minha reação. Saio tateando à procura de um abajur e acendo a lâmpada. Jungkook está sem camisa, enroscado na colcha grossa, esperneando e se debatendo. Sem hesitar, eu me sento na cama e toco seu ombro. Sua pele está quente, bem quente.
Ele vira a cabeça para o lado e solta um resmungo, mas não acorda.
- Jungkook, acorda! -, eu grito e o chacoalho com mais força, colocando-me ao seu lado.
Levo as duas mãos aos seus ombros e dou mais uma sacudida nele. Seus olhos se abrem, a princípio com uma expressão de terror, depois de atordoamento, e por fim de alívio. Sua testa está coberta de suor.
- Ji -, ele fala, quase sem fôlego.
A maneira como diz meu nome corta meu coração, mas a ferida se cura logo em seguida. Em questão de segundos ele está me abraçando, puxando-me para junto de seu peito. O suor em sua pele me deixa preocupado, porém não me movo.
Consigo ouvir seu coração batendo com força contra meu rosto. Pobre Jungkook. Eu o abraço. Ele acaricia meus cabelos e repete meu nome sem parar, como se fosse uma espécie de talismã.
- Jungkook, você está bem? - Minhas palavras são menos que um sussurro.