[CONCLUIDA]
Park Jimim,um jovem de 18 anos que sai de casa e entra na faculdade, no seu primeiro dia quando passa a dividir o quarto com um amigo que adora festas,Jimim conhece Jeon Jungkook,um jovem rude, tatuado e com piercings que implica com seu...
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Jungkook me dá uma encarada agressiva, mas ao mesmo tempo insegura. — Por que está me perguntando isso? — — Sei lá… porque sempre fui legal com você, e você só me trata mal. — Em seguida acrescento: — E achei que poderíamos ser amigos… —. Essa frase soa tão idiota que aperto meu nariz com força com o indicador e o polegar enquanto espero sua resposta. — Nós dois? Amigos? — Ele dá risada e joga as mãos para cima. — Não está na cara por que não podemos ser amigos? — — Pra mim, não. — — Bom, pra começar, você é certinho demais… Deve ter sido criado em uma daquelas famílias ideais, em uma casa igual a todas as outras do bairro. Seus pais deviam comprar tudo o que você queria e nunca deixaram faltar nada. E aquelas bermudas… Fala sério, quem ainda usa isso aos dezoito? —
Fico de queixo caído. — Você não sabe nada sobre mim, seu babaca arrogante! Minha vida não é nada disso! Meu pai é um alcoólatra que foi embora de casa quando eu tinha dez anos, minha mãe teve que se matar de trabalhar para eu poder entrar na faculdade, e eu arrumei um emprego assim que fiz dezesseis anos para ajudar a pagar as contas. E eu gosto, sim, das minhas roupas… sinto muito se não me visto como uma piranha, como as meninas que você conhece! Para alguém que faz tanta questão de ser diferente, você é bem preconceituoso com pessoas que não são como você! —, grito, sentindo as lágrimas se acumularem nos meus olhos.
Eu me viro para que Jungkook não tenha a satisfação de me ver assim, mas percebo que ele está com os punhos cerrados. Como se sentisse raiva. — Quer saber, Jungkook, não quero ser seu amigo —, digo antes de pôr a mão na maçaneta da porta.
A vodca, que me dá mais coragem, também torna mais aguda a tristeza de uma situação como essa. — Aonde você vai? —, ele pergunta. Tão imprevisível. Tão genioso… — Pegar o ônibus pra voltar pro meu quarto e nunca mais pôr os pés aqui. Estou cansado de tentar ser amigo de vocês. — — Está muito tarde pra pegar o ônibus sozinho. — Eu me viro para encará-lo.
— Por acaso faz diferença para você se vai ou não acontecer alguma coisa comigo? — Dou risada. Não consigo entender aquelas mudanças de tom. — Não estou dizendo que faz… só estou avisando. Não é uma boa ideia. — — Bom, Jungkook, não tenho outra opção. Está todo mundo bêbado… inclusive eu. —
Nesse momento as lágrimas começam a rolar. Sinto-me mais humilhado do que nunca porque, de todas as pessoas no mundo, é Jungkook que está me vendo chorar.
— Você sempre chora em festas? —, ele pergunta baixando um pouco a cabeça, com um sorrisinho no rosto. — Pelo jeito, sim, ou pelo menos quando encontro você. Como estava nas duas únicas que fui… —, respondo, já abrindo a porta. — Park —, ele diz tão baixinho que quase nem ouço. A expressão em seu rosto é indecifrável. O quarto começa a girar, e eu me seguro em uma cômoda perto da porta.