[CONCLUIDA]
Park Jimim,um jovem de 18 anos que sai de casa e entra na faculdade, no seu primeiro dia quando passa a dividir o quarto com um amigo que adora festas,Jimim conhece Jeon Jungkook,um jovem rude, tatuado e com piercings que implica com seu...
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— O que você está fazendo aqui? —, pergunto a Jungkook, apesar de não querer ouvir a resposta, principalmente na frente de Jongin. — O que você acha? Você saiu de fininho enquanto eu dormia… O que foi aquilo?! —, ele esbraveja.
Prendo a respiração ao ouvir sua voz ecoar pelas paredes. O rosto de Jongin se contorce de raiva, e percebo que ele está começando a montar as peças do quebra-cabeça. Eu me sinto dividido entre a necessidade de contar a Jongin o que está acontecendo e a de explicar a Jungkook por que fui embora. — Responde! —, Jungkook berra, ficando bem na minha frente. Fico surpreso quando Jongin se coloca entre nós.
— Não grita com ele! —, ele diz. Fico paralisado quando o rosto de Jungkook se contorce de raiva.
Por que ele está tão bravo? Ontem à noite estava tirando sarro da minha falta de experiência e teria me enxotado de lá hoje de manhã de qualquer forma. Preciso dizer algo antes que a coisa desande de vez. — Jungkook… por favor, não faz isso agora —, imploro. Se ele for embora, posso tentar explicar a Jongin o que está acontecendo. — ISSO o quê, Park? —, Jungkook pergunta, afastando-se de Jongin.
Espero que Jongin mantenha distância dele. Duvido que Jungkook pense duas vezes antes de partir para a briga. Jongin está em boa forma por causa do futebol, principalmente levando em conta a magreza de Jungkook, mas não tenho dúvidas de que Jungkook se garante. O que está acontecendo com a minha vida? Por que preciso me preocupar com uma briga entre Jongin e Jungkook?
— Jungkook, vai embora, por favor, conversamos mais tarde —, peço, tentando amenizar a situação. Mas Jongin balança a cabeça em um gesto negativo. — Conversar sobre o quê? O que está acontecendo, Jimin? — Ai, Deus. — Conta para ele. Vai em frente, conta—, provoca Jungkook. Não acredito que ele está fazendo isso. Sei que pode ser bem maldoso quando quer, mas isso rebaixa a coisa a um nível totalmente diferente. — Contar o quê, Jimin? —, questiona Jongin, e sua postura agressiva em relação a Jungkook se desfaz um pouco quando ele se volta para mim.
— Nada, só o que você já sabe, que passei a noite na casa do Jungkook e do Namjoon —, minto.
Tento encarar Jungkook na esperança de que se cale, mas ele desvia imediatamente o olhar. — Conta para ele, jimin, ou então conto eu —, Jungkook diz com um grunhido.
Está tudo perdido. Sei que não adianta mais tentar esconder, e começo a chorar. Mas quero que Jongin ouça tudo da minha boca, e não do cretino arrogante que puxou o assunto. Eu me sinto muito mal, mas não por minha causa, e sim por Jongin. Ele não merece isso, e estou envergonhado pela maneira como o tratei e pelas confissões que vou ser forçado a fazer na frente de Jungkook.
— Jongin… Eu… Eu e Jungkook… a gente… —, começo. — Ah, meu Deus —, Jongin murmura, e seus olhos se enchem de lágrimas. Como eu pude fazer isso com ele? O que estava pensando? Jongin é uma pessoa boa, e Jungkook consegue ser cruel a ponto de me obrigar a partir seu coração e ainda ficar por perto para assistir à cena. Jongin leva as mãos à testa e balança a cabeça.
— Como pôde fazer isso, Jimin? Depois de tudo que passamos? Quando foi que isso começou? — Lágrimas escorrem de seus olhos. Nunca me senti tão mal na vida – a causa das lágrimas sou eu. Olho para Jungkook, e meu ódio por ele me consome com tamanha força que dou um empurrão nele em vez de responder à pergunta de Jongin.
Pego de surpresa, Jungkook cambaleia para trás, mas consegue se equilibrar e evitar a queda. — Jongin, desculpa. Não sei onde estava com a cabeça. — Vou correndo até meu namorado e tento abraçá-lo, mas ele recusa meu toque. E com toda a razão. Sendo bem sincero, não tenho sido um bom namorado faz tempo. Não sei o que estava pensando.
Provavelmente alguma coisa idiota, como Jungkook se tornar uma pessoa decente e virar meu namorado depois que eu terminasse com Jongin… Eu não podia ser mais idiota. Ou entao pensei que conseguiria manter distância de Jungkook, e assim Jongin jamais ficaria sabendo o que aconteceu.
O problema é que não consigo ficar longe de Jungkook. Sou como uma mariposa atraída pela luz, e ele sempre faz questão de me queimar. Ambas as ideias eram cretinas e ingênuas, mas não consigo fazer uma escolha certa desde que conheci Jungkook. — Também não sei onde você estava com a cabeça —, responde Jongin, com um olhar de lamento e mágoa estampado nos olhos. — Acho que nem sei mais quem é você.— Depois de dizer isso, ele sai do meu quarto. E da minha vida. — Jongin, por favor! Espera! —, grito, e saio atrás dele, mas Jungkook me pega pelo braço e tenta me segurar. — Não encosta em mim! Você é inacreditável! Isso foi muito baixo, Jungkook, até mesmo para você —, digo aos gritos e livro meu braço de seu toque. Dou mais um empurrão nele, com força. Eu nunca tinha atacado ninguém na minha vida antes, e isso me faz odiá-lo ainda mais.
— Se você for atrás dele, eu desisto —, ele diz, deixando-me boquiaberta. — Você desiste? Desiste do quê, porra? De brincar com meus sentimentos? Odeio você! — Como ele não merece nem minha raiva, eu me acalmo e acrescento em um tom mais controlado: — Você não tem como desistir de uma coisa que nunca começou —. Ele deixa as mãos caírem ao lado do corpo e abre a boca, mas não diz nada. — Jongin! —, grito, e saio correndo porta afora. Percorro às pressas o corredor e chego ao gramado, mas só consigo alcançá-lo já no estacionamento. Ele acelera o passo. — Jongin, por favor, me escuta. Lamento muito, muito mesmo. Eu bebi. Sei que isso não serve como desculpa, mas… — Eu me interrompo para enxugar as lágrimas, e a expressão dele se atenua. — Não quero mais ouvir você… —, ele diz. Seus olhos estão vermelhos. Tento segurar sua mão, mas ele a afasta de mim. —Jongin, por favor, desculpa. Me perdoa. Por favor. — Não posso perdê-lo. Simplesmente não posso. Ele abre a porta do carro, passa a mão pelos cabelos bem penteados e se vira para mim. — Preciso de um tempo, Jimin. No momento nem sei mais o que pensar.— Solto um suspiro e admito minha derrota, sem saber o que dizer. Ele só precisa de um tempo para superar tudo isso, então tudo vai voltar ao normal. Ele só precisa de um tempo, fico repetindo para mim mesmo. — Eu te amo, Jimin—, Jongin diz, e me pega de surpresa com um beijo na testa antes de entrar no carro e ir embora.