[CONCLUIDA]
Park Jimim,um jovem de 18 anos que sai de casa e entra na faculdade, no seu primeiro dia quando passa a dividir o quarto com um amigo que adora festas,Jimim conhece Jeon Jungkook,um jovem rude, tatuado e com piercings que implica com seu...
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O trajeto até a casa é tranquilo. A música de fundo no carro serve como distração, e percebo que Jungkook segura o volante com uma força um pouco exagerada. Ele parece tenso durante todo o caminho, mas sei que, caso quisesse falar sobre alguma coisa, não teria problemas em fazer isso.
Desço do carro e começo a subir os degraus que levam à porta da frente. Com o sol ainda brilhando no céu, consigo ver as trepadeiras que cobrem as laterais da casa e suas flores brancas. Para minha surpresa, ouço a porta do carro de Jungkook se abrir e se fechar, e em seguida seus passos na calçada.
Quando me viro, ele está a apenas alguns passos de mim. - O que está fazendo? -, pergunto.
- Acompanhando você, ora. - Ele revira os olhos e aperta o passo para me alcançar no alto da escada. - Sério? Achei que você não... -
- Pois é. Mas vamos entrar logo para ter a pior noite da nossa vida. - Jungkook abre o sorriso mais falso que já vi. Dou uma cotovelada de leve nele e toco a campainha.
- Não preciso tocar a campainha -, ele diz, já virando a maçaneta. Acho que isso não é problema, já que a casa é do pai dele, mas mesmo assim fico meio sem jeito.
Quando atravessamos o hall, o pai dele aparece. A surpresa em seu rosto é evidente, mas ele abre um sorriso cativante e vai abraçar o filho. Jungkook, por sua vez, evita o contato e passa direto pelo pai. Uma expressão de embaraço surge nas belas feições do sr. Jeon, mas olho para o lado para que ele não fique ainda mais sem graça.
- Muito obrigada pelo convite, sr. Jeon, - digo quando chego até ele.
- Obrigado você por ter vindo, Jimin. Namjoon me falou muito bem de você. E, por favor, me chame de Donghae -. Ele sorri, e eu o acompanho até a sala. Namjoon está sentado no sofá com um livro de teoria literária no colo. Ele sorri e fecha o livro quando me vê, e vou me sentar ao seu lado.
Não sei aonde Jungkook foi, mas cedo ou tarde ele vai ter que aparecer.
- Então você e Jungkook estão tentando ser amigos de novo? -, Namjoon pergunta, franzindo a testa de leve. Até quero explicar o que está acontecendo entre nós, mas sinceramente nem eu entendo.
- É uma coisa complicada. - Tento sorrir, mas acabo não conseguindo.
- Mas você ainda está com Jongin, né? Porque, do jeito que Donghae falou, parece que vocês estão namorando.- Ele dá risada. Espero que minha risada em resposta não soe muito falsa.
- Não tive coragem de dizer que não, mas Jungkook com certeza vai se encarregar disso -, Namjoon acrescenta.
Eu me remexo desconfortavelmente no assento, sem saber o que dizer. - Sim, ainda estou com Jongin, mas é que... -
- Você deve ser o Jimin! - Uma voz de mulher reverbera pela sala. A mãe de Namjoon se aproxima de mim, e eu me levanto para cumprimentá-la. Seus olhos são reluzentes e seu sorriso é adorável. Ela está usando um vestido turquesa e um avental com estampa de morangos e bananas por cima.
- Muito prazer. Obrigado por me receber. Sua casa é linda -, digo a ela. Seu sorriso se escancara ainda mais, e ela aperta minha mão.
- Você é muito bem-vindo, querido, e o prazer é todo meu -, ela responde.
Um timer apita na cozinha, e ela leva um susto. - Bom, preciso terminar de preparar a comida, mas vejo vocês no sala de jantar daqui a pouquinho. -
- O que você está fazendo? -, pergunto a Namjoon quando ele pega o fichário.
- Os trabalhos da semana que vem. Esse ensaio sobre Tolstói está acabando comigo. - Dou risada e balanço a cabeça - demorei horas para escrever o meu.
- Pois é, não é nada fácil. Terminei o meu uns dias atrás. - - Bom, se os dois nerds já terminaram de falar sobre trabalhos da faculdade, eu queria jantar ainda hoje -, Jungkook diz. Olho feio para ele, mas Namjoon dá risada e guarda o livro antes de irmos para a sala de jantar.
Pelo jeito a briga fez bem para eles, no fim das contas. Vou com os dois até a espaçosa sala de jantar. A mesa comprida está decorada lindamente, com louças e talheres e diversos pratos de comida no centro. Eunji realmente caprichou. É melhor Jungkook se comportar, ou eu acabo com ele.
- Jimin, você e Jungkook vão se sentar ali -, Eunji avisa, apontando para o lado esquerdo da mesa.
Namjoon se senta na frente de Jungkook. Donghae e Eunji se acomodam ao seu lado. Agradeço e me sento ao lado de Jungkook, que está quieto e parece bem desconfortável com a situação. Eunji faz o prato de Donghae, que agradece dando um beijo em seu rosto. É um gesto tão lindo e carinhoso que sou obrigado a desviar o olhar.
Faço um prato com carne assada, batata e abobrinha e complemento com um pãozinho. Jungkook ri baixinho ao ver a quantidade de comida que peguei.
- Que foi? Exagerei? -, sussurro.
- Nada. Os garotos que comem bem são os melhores. - Ele dá risada de novo e faz um prato ainda maior que o meu. - Então, Jimin, está gostando da Seul University? -, Donghae quer saber.
Mastigo a comida depressa para poder responder. - Estou adorando. Mas ainda estou no primeiro semestre, então é melhor me perguntar de novo daqui a alguns meses -, brinco, e todo mundo dá risada, a não ser Jungkook.
- Que bom. Já faz parte de algum clube no campus? -, Eunji pergunta, limpando a boca com o guardanapo.
- Ainda não, mas quero entrar no clube de leitura no próximo semestre.-
- É mesmo? Jungkook era desse clube-, Donghae comenta, olhando para o filho, que estreita os olhos, claramente aborrecido.
- E vocês, o que acham de morar perto da S.U? -, pergunto para mudar o rumo da conversa. A expressão de Jungkook se ameniza, o que me leva a pensar que essa é sua maneira de me agradecer.
- Nós gostamos. Antes de Donghae virar reitor morávamos em um lugar bem menor, mas, quando encontramos esta casa, foi amor à primeira vista.-
Meu garfo cai ruidosamente sobre o prato de vidro. - Reitor? Da S.U?-, questiono, quase sem fôlego.
- Sim. Jungkook não falou? -, diz Donghae, olhando para o filho.
- Não... não contei. -
Eunj e Namjoon também olham para Jungkook, que se remexe na cadeira, inquieto. Ele encara seu pai com um olhar de ódio e se levanta em um pulo, gritando:
- Não! Isso mesmo, não contei nada para ele e nem acho que isso faça diferença. Não preciso do seu nome nem do seu cargo para porra nenhuma! -. Quando ele sai da mesa pisando duro, Eunji faz cara de choro, e o rosto de Donghae está todo vermelho.
- Desculpe, não sabia que ele... -, começo. - Não precisa se desculpar pelo comportamento dele -, contemporiza Donghae.
Ouço a porta dos fundos ser batida. - Com licença -, digo antes de me levantar e sair atrás de Jungkook.