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Por fim, paramos de nos beijar e eu me sento aos pés da cama. Jungkook me segue e se senta perto da cabeceira.
— Certo, agora pode me dizer com quem brigou. Foi com Taemin? —, pergunto, com medo da resposta.
— Não. Foi com uns caras aí. —
Fico aliviado por não ter sido Taemin, mas então penso no que ele disse.
— Espere. Uns? Quantos? —
— Três… ou quatro. Não sei ao certo. —
Ele ri.
— Não tem graça… E por que vocês brigaram? —
— Não sei… — Ele dá de ombros.
— Eu estava bravo por você ter saído com Taemin e me pareceu uma boa ideia na hora.—
— Bom, não foi uma boa ideia. Você ficou todo arrebentado. — Faço uma cara feia e ele inclina a cabeça para o lado.
— O que foi? —
— Nada… vem aqui —, Jungkook diz e abre os braços para mim. Eu me movimento pela cama e me recosto nele, entre suas pernas.
— Desculpa pelo jeito como tratei… bem, como trato você —, ele diz baixinho em meu ouvido.

Sinto um arrepio pelo corpo devido à
respiração em meu ouvido e ao pedido de desculpa.
— Tudo bem. Bom, não está tudo bem. Mas você tem mais uma chance. —
Espero que ele não faça com que eu me
arrependa. Acho que não consigo mais lidar com o Jungkook frio.
— Obrigado. Sei que não mereço, mas sou egoísta o bastante para aceitar —, ele diz, com os lábios encostados em meus cabelos.

Jungkook me abraça, e ficar com ele desse jeito é estranho e nostálgico ao
mesmo tempo.
Permaneço em silêncio e ele vira meus ombros levemente para que eu o olhe.
— O que foi? —, Jungkook pergunta.
— Nada. Só estou com medo de você mudar de ideia de novo —, digo.
— Quero mergulhar de cabeça nisso, mas posso me machucar. —
— Nunca vou mudar de ideia. Tenho lutado contra o que sinto por você. Sei que não pode confiar no que digo, mas quero reconquistar sua confiança. Não vou machucar você de novo —, ele promete e encosta a cabeça na minha.
— Por favor, não me machuca —, imploro. Não me importa se estou sendo ridículo.
— Eu te amo, Jimin —, ele diz, e meu coração quase pula do peito. As palavras parecem perfeitas vindas de seus lábios, e eu faria qualquer coisa para poder ouvi-las de novo.
— Também te amo, Jungkook. — É a primeira vez que dizemos isso direito, e eu luto com o pânico que ameaça tomar conta de mim, de que ele volte atrás.

Mas, mesmo que isso aconteça, sempre terei a lembrança de como foi ouvir as palavras, como fizeram com que eu me sentisse.
— Diz de novo —, Jungkook sussurra, e me vira para olhar para ele. Vejo mais vulnerabilidade em seus olhos do que pensei que veria. Fico de joelhos e
seguro o rosto dele com as mãos, passando os polegares pela barba rala em seu rosto perfeito.
Percebo, em seu rosto, que ele precisa que eu diga, muitas e muitas vezes. Direi quantas forem necessárias, até ele acreditar que é digno de amor.
— Eu te amo —, repito e o beijo. Ele murmura ao passar a língua delicadamente na minha. Beijar Jungkook é sempre novo e diferente, e ele parece uma droga da qual não me canso. Segura minha nuca, unindo nossos peitos. Minha mente pede que eu vá devagar, que o beije lentamente e aproveite cada segundo dessa calma entre nós.

AFTER - JIKOOKOnde histórias criam vida. Descubra agora