39.0 - Ver o que podemos fazer

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Um bem curtinho só para eu não ficar sem postar. Estou viajando e acabei de escrever esse dentro do carro, entre um lugar e outro, por isso perdoem qualquer eventual erro. Estou tentanto me organizar ao máximo para atualizar novamente até segunda feira e voltar com as postagens semanais!

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Dias Atuais

A madrugada parecia interminável enquanto Tony e Pepper permaneciam no hospital, aguardando notícias sobre a bebê e se preparando para prestar depoimento sobre o ocorrido. Horas se arrastaram sem qualquer informação concreta, alimentando a ansiedade e a preocupação crescente. A polícia finalmente chegou para colher o depoimento do casal, sentados em uma sala austera, eles detalharam os eventos daquela noite fatídica, compartilhando o que testemunharam e as ações que tomaram para ajudar. A confirmação da morte dos adultos no acidente foi um golpe doloroso, e eles absorveram a gravidade da situação.

Na sequência, os médicos apareceram para dar informações sobre a bebê. O tom sério em seus rostos deixava claro que a situação não era simples. A pequena, que graças a documentos no carro foi revelado se chamar Melissa, havia passado por uma cirurgia de emergência para controlar uma hemorragia abdominal interna, mas já se encontrava estável e na UTI pediátrica.

Por não possuírem nenhum parentesco com as vítimas, não havia nada que Tony e Pepper pudessem fazer permanecendo ali. Caberia agora às autoridades competentes o contato com possíveis familiares e resolver as burocracias envolvendo o translado dos corpos para a cidade natal deles. Enquanto isso, as assistentes sociais se encarregariam de definir o melhor desfecho para a bebê. Sendo dispensáveis, o casal seguiu para casa, ultrapassando a soleira da porta já depois das 7h da manhã, se deparando com Natasha, Josh e as gêmeas na sala, ambos com feições de preocupações em seus rostos.

— Meu Deus! -Natasha foi a primeira a vê-los. — Graças a Deus estão bem. O que aconteceu?

— Mãe, pai! -Olivia logo correu até eles, os abraçando. — Vocês estão bem?

— O que houve? Ficamos preocupadas. -Violet seguiu a irmã. Os olhos marejados. — Não podiam ter enviado uma mensagem?

— Bom dia para vocês também. -Pepper retribuiu o abraço das duas, sem entender o porquê de reações tão emotivas. — Vocês sabiam que só voltaríamos hoje pela manhã.

— Como vocês foram parar no hospital? -Liv questionou. — Acordamos essa manhã e haviam notícias por todos os lugares de que vocês dois estavam no hospital.

— Ah, meu amor, perdão. -Tony desculpou-se. — Nossos celulares descarregaram e sequer imaginávamos que isso sairia na imprensa.

— Mas o que houve? Vocês estão bem? -A loira insistiu.

— É, o que houve? Porque foram parar no hospital? -Foi a vez da ruiva perguntar. — E porque ainda estão com essas roupas? -Observou que os pais ainda utilizavam a mesma roupa que saíram para o jantar na noite anterior.

— Pegamos uma chuva muito forte. - Tony começou a explicar. — E no caminho, encontramos um acidente. Um carro capotado. Tentamos ajudar, mas os pais do bebê que estavam no carro não resistiram. A menina precisou passar por uma cirurgia.

A notícia pesada pairou sobre a sala, deixando um silêncio quebrado apenas pelo som distante dos funcionários que andavam pela casa.

— Foi uma noite difícil. -Pepper acrescentou, buscando as palavras certas. — Estamos bem fisicamente, mas emocionalmente... Está sendo difícil processar tudo. -Confessou.

Come Back... Be HereOnde histórias criam vida. Descubra agora