O medo sobrevoava a casa. Ele ajeitou a partida de Giovanna em dois dias, e não demorou para a partida chegar. Ela acertou as últimas coisas do Ataturk em sigilo, da casa de sua sogra. Tentavam deixar Emir o mais distraído possível para que ele não sentisse o que abalava a família, mas era óbvio que o pai estava sempre tenso e a mãe estava sempre com medo. O último jantar foi feito com todas as coisas que Giovanna e Emir gostavam de comer, e em momento algum Alexandre tirou os olhos dos dois.
— Logo vocês voltam para casa, meu bem. — Nilay falou com carinho em sua voz.
— E aí eu quero morar aqui! — Emir falou logo, tão acostumado e tão habituado ao turco que os adultos se surpreenderam.
Giovanna apenas sorriu, tinha em sua mente que precisava colocar Can para dormir por algumas horas antes que tivessem que sair de madrugada. Depois que comeram, Nilay os dispensou para que fossem descansar, se despediu do neto e da nora e os fez prometer que voltariam logo. Também existia medo na voz daquela avó pela possibilidade de ter seu único neto em perigo.
A artista colocou o filho na cama, o engenheiro fechava as cortinas. O menino já estava fechando os olhos de cansado. Saíram do quarto dele em silêncio, foram para a suíte que um dia foi deles quando casados. Giovanna começou a se despir, e Alexandre sentou na poltrona, a olhava com atenção.
— Vai dar tudo certo. — ele falou em meio a escuridão desafiada pelo abajur ao lado da cama.
Ela ficou em silêncio. Quando estava completamente nua, se aproximou dele devagar, sentou em seu colo, uma perna a cada lado de sua cintura. Alexandre endireitou a postura, acomodou a mulher em seu colo. Desceu sua mão pelas costas macias, desceu até a bunda, apertou. Giovanna puxou o rosto dele, segurando entre as mãos.
— Não temos autorização de falhar, entendeu?
— Giovanna, eu...
— Não digo nessa situação. Digo nós dois, como um casal. A gente não pode falhar de novo, eu não vou tolerar ter que te esquecer de novo.
Dessa vez foi Nero quem a segurou com mais firmeza pela nuca, apertando.
— Não vai me esquecer.
Ela o beijou devagar, se aproveitando daquela vulnerabilidade de mão dupla. Sentiu Alexandre endurecendo embaixo dela, em todos os lugares, e rapidamente ele a segurou e a colocou na cama. O desespero que ele controlou tão bem durante o dia se permitiu mostrar ali na cama com ela, em cada beijo desesperado, em cada aperto de sua mão em sua cintura, cada gemido desesperado que saia de sua boca a cada arranhão que ela lhe dava.
Alexandre atacava seu pescoço com desespero, e ela tinha que controlar os sons que fazia. A boca desceu para seu mamilo, sugava e passava a língua tão rápido que ela perdia o fôlego. Ele a marcada para além do físico. Alexandre a virou na cama, a deixando de barriga para baixo. Abaixou sobre seu corpo, beijava sua nuca e acariciava as costas, tudo isso enquanto esfregava seu pau duro em sua bunda, irritando os dois com a restrição da calça.
— Tira. — ela conseguiu ordenar em meio a névoa de prazer.
Não demorou para ele voltar para o corpo dela, dessa vez completamente nu. Colocou um travesseiro embaixo do quadril dela, empinando a bunda só o suficiente para que pudesse se enfiar dentro dela. Óbvio que ela estava molhada, óbvio que estava pronta, e ele queria ser um cavalheiro e dar o prazer a ela primeiro, mas precisava sentir seu calor ao redor de seu pau imediatamente.
— Porra, Giovanna... você é deliciosa, tão apertada no meu pau, porra...
Ela jogou o quadril contra ele.
