capítulo setenta e oito

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Ignorar o Bryan tá tendo o maior gosto doce e virou a minha especialidade no momento. Eu não poderia amar mais.

Aperto o passo e entro na cozinha, vendo o Guerrilha com a Teté no colo em um braço, no outro com a mochila de princesas da teté no ombro e o Vicente em pé na frente deles, ao lado da geladeira. Eu sorrio no automático ao ver a pequena.

Teté: Soso!!!! - Ela grita, continuando no colo do pai, mas ergue os braços pra mim como se quisesse sair voando dali. Ela sorri feliz, e quando vê o Bryan, sorri mais ainda. Uma criança tão inocente não sabe o ogro safado ordinário que ele é.- Tio Talibãoooo!!! Nossa, quanto tempo que eu não vejo o senhor.

Eu rio. Teté, a criança que você é…

Teté: Pai, me solta, eu não tô carente - Eu dou risada e o Guerrilha nega com a cabeça, inclinando o corpo e soltando ela no chão. Eu espero pra ver a direção de quem ela vai e ela ergue os braços, vindo na minha direção toda animada. Teté me abraça e eu sorrio feliz, vendo ela passar a mão no meu cabelo quando eu inclino pra ficar do tamanho dela, vendo o seu olhar curioso e em dúvida.- Ei, o que a senhora fez?

Talibã: Matou os cachos.

Todos na cozinha ficam em silêncio. 

Eu viro a cabeça lentamente na direção do Bryan, encarando ele que prende o riso e da de ombros, encostando na mesa da cozinha. Eu acho engraçado e interessante o quão falante e intrometido ele tá. Normalmente ele não iria se meter na nossa conversa, na real, como eu conheço ele, iria até evitar. Ele odeia lidar com as coisas.

A Teté me olha horrorizada. 

E infelizmente eu não posso xingar na frente dela. Tudo o que eu queria expressar contém xingamentos e discurso de ódio.

Teté: Princesa Soso, é verdade mesmo que a senhora fez isso? - Ela pergunta baixinho. Eu nego com a cabeça na mesma hora, sentindo o peso da decepção nessa pergunta dela.

Sofia: Não! Não fiz isso, Teté, é mentira dele, esse ogro - Falo desesperada e ela me olha curiosa, juntando as sobrancelhas.- Se levar, sai. Não é pra sempre!

Teté: Ai, graças a Deus - Ela põe a mão no peito e eu beijo a bochecha dela, rindo do seu susto.- Nós temos o cabelo iguais, eu gosto disso. Mas a senhora fica linda de todoooos os jeitos, titia.

Sofia: Alguém tem tanto a aprender com você, Teté…- Jogo uma indireta no ar para o Bryan que nega com a cabeça.

Eu sorrio, abraçando ela. Teté dá uns pulos e olha pro Bryan que encara nós duas. Eu olho pro Vicente e a Teté, depois de me esmagar no abraço, me dá as costas e vai até o Bryan, abraçando as pernas dele. Eu aceno com a mão pro Guerrilha e ele balança a cabeça pra mim, paro na frente dele, ficando ao lado do Vivi que beija a minha testa.

Sofia: Oi, Sansan - Ele pisca pra mim e beija a minha cabeça dessa vez. Vicente passa a mão no meu cabelo e fica olhando como se nunca tivesse visto um cabelo liso na vida, enquanto eu encaro o Guerrilha.- Oiiii!

Guerrilha: Tranquila? - Escuto a sua voz grossa e rouca ressoar. Esse homem tem uma presença surreal, e essa versão pai dele é a coisa mais fofinha do mundo. Ele e o Bryan se parecem muito na personalidade, acho que, no dia que o Bryan Gabriel for pai, será assim também.

Sofia: Tranquilinha sempre! - Faço legal pra ele que dá um sorriso de lado. Ele nunca fez isso pra mim, aiiii, que legal!!! - Ela pode ficar aqui comigo por quanto tempo você quiser e precisar, tá bom?

Guerrilha: Ela curtiu muito a ideia.- Ele aponta pra Teté que tá se balançando em uma das pernas do Bryan e ele me encara sério. Abraço o Vivi e ele passa a mão no meu cabelo. Bryan põe a mão em cada lado do rosto da Teté, cobrindo os dois ouvidos dela que nos olha curiosa, mas não tenta tirar a mão dele.

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⏰ Última atualização: Feb 03 ⏰

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