Sofia
Não é como um sonho. É real. Tudo que escutei saindo da boca dele é real de um jeito que parece loucura da minha mente, até cogitei ser um sonho lúcido, mas é real e eu tô em negação. Nem fodendo. Não é possível que eu realmente tenha escutado tudo isso da boca do Talibã, e eu nem sei o que falar. Pela segunda vez em menos de uma semana, Talibã me deixou sem o que dizer em uma situação que eu super teria o que dizer agora. É bom sentir que ele sente o mesmo que eu, mas é melhor ainda ouvir ele admitindo. É, Bryan, nunca me imaginei nessa situação com você. Logo você, meu pequeno Bryan.
Sentei no sofá, olhando pros olhos dele que parece esperar ou buscar por alguma coisa que venha de mim, uma resposta. E eu não sei qual resposta dar, mas sei o que eu tô querendo fazer desde ontem naquele beco horrível e insalubre do baile. Por favor, meu Deus, que ele não me empurre longe, que eu não bata com a cabeça e morra. Por fa...
E, antes que eu pudesse pensar ou falar alguma coisa, senti a mão do Bryan na minha nuca. Ele se aproximou. Nossos rostos estão perto. Muito perto. E eu mal consigo respirar, porque tudo parece mais denso e difícil quando ele tá por perto, tudo é muito diferente agora. Talibã olhou pra cada detalhe do meu rosto, dos meus olhos até minha boca, e quando ele parou com os olhos ali, exatamente no seu alvo, eu tomei a iniciativa. É, eu tomei. Dei um selinho no meu Bryan, e após vários selinhos, eu abri a boca, ansiando por um toque dele, mas só recebi um puxão forte no meu coro, bem pertinho da minha nuca, arrepiando meu corpo, fazendo eu resmungar quando seus dedos pressionaram meu coro, tocando minha língua com a mesma intensidade pra quem disse que não queria me beijar.
Senti sua língua entrar em contato com a minha. É urgente, quente. Tão quente como o inferno seria na minha mente, e o meu pequeno Bryan parece muito necessitado do nosso toque tanto quanto eu. Como se ele estivesse esperando isso por anos, mas talvez não tão diferente da pequena Soso que sempre gostou do seu melhor amigo e o sonho dela era que ele percebesse isso de uma vez. Eu falei pra ele que o amava muitas vezes, não só como meu único e melhor amigo. Falei que gostava dele muitas vezes. Pedi ele em namoro muitas vezes. Muitas. Mas ele nunca aceitou, mas eu também não desisti. Bryan foi minha primeira rejeição.
Toquei o ombro do Talibã, mordendo o lábio inferior dele. Ainda de olhos fechados, senti ele se afastar aos poucos da minha boca que só quero beijar mais a dele, sentir mais o seu toque quente na minha pele, mas um beijo molhado na minha mandíbula me fez continuar com os olhos fechados. Um sorriso. Eu dei um sorriso bem na hora. Porra. Essa sensação é do caralho, é do caralho ser beijada por alguém que sabe o que tá fazendo, mais ainda quando você quer beijar aquela pessoa. Caralho, Bryan...
Eu abri os olhos, olhando pro meu Bryan, encontrando sua expressão calma. E eu nunca vi ele assim, não perto de mim, já que ele vive estressado comigo. Engoli a seco, tendo a ideia do ano, a brilhante ideia de sentar no colo dele agora. Tirei as mãos dele da minha nuca, e mesmo contragosto, ele as afastou, deixando-as em cima do próprio colo como se deixasse eu fazer qualquer coisa com ele. Meu Deus. Acho que vou infartar. Eu peguei as mãos dele, levando até minha cintura e, lentamente, sentando no colo do Bryan, sentindo ele se ajeitar embaixo de mim quase como pra eu não cair de um jeito horrível daqui de cima. Por mais estranho que seja, o cuidado dele é desajeitado, mas é sincero vindo logo dele. Isso que importa.
Me ajeitei em cima dele, mas fiquei em choque, parando no mesmo momento de me movimentar. Tem um bambu debaixo da minha bunda. Uma cana de açúcar. Um soquete. Pensamentos impuros querem tomar a minha mente ao sentir o pau dele embaixo da minha bunda, mas eu tenho que me controlar ou esse momento será o último que eu vou viver. Por favor, Sofia, se recomponha, caralho. Eu preciso disso pra não passar vergonha e virar a vadia puta que ele ainda não merece que eu seja.
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Santo Forte.
Não FicçãoO desejo tá explícito nos meus olhos e a cada toque meu sobre teu corpo que arrepia, cada fala que treme, cada respiração descompassada que você tem perto de mim, você implora pra que isso seja apenas uma noite, assim como eu. Até ver que seus olhos...
