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“O futuro é incerto. Tudo pode acontecer, mas é camuflado na linha do tempo, até um certo momento de tudo se cumprir e vir com toda força aquilo que a vida realmente estava preparando pra cada um deles no momento certo. A linha tênue entre o futuro, passado e presente em um dia só, fazendo com que a vida mudasse em um segundo.”

Sofia

Esses três estão me tirando pra buceta, só pode! Não é possível que pra me perturbar, do nada juntou meu quase amigo e inimigo: o zoiudo Sanchez, a princesa Estella - uma traidora, pois achei que ela era minha amiga -, e o Meu Bryan. Por mais louco que pareça ser, o Bryan realmente está me enchendo o saco, juntando com aqueles dois malucos que não largam do meu pé de jeito nenhum em cada movimento meu, e, nossa, incrível como até a princesa Estella se juntou com esses vacilão do caramba, que porra... Que garotinha inteligente, tá serneando com a minha carinha. E perturbada, confesso, ela é muito perturbada. E eu não sei em qual lado ela está, sério, porque essa tampa tem argumentos fodas ao meu favor e do nada tá contra mim! Mas agora preferi ficar na minha e ver eles se matando, porque se eu abrir a boca, a zoação e briga volta tudo pra mim.

Sanchez: Não sei do que tu tá falando, sua formiguinha ambulante. Daqui a pouco vira moradora de rua mesmo, ein, teu papai tá só a demora do caralho pra vim te buscar - Debocha da Estella, e ela dá língua pra ele. A garota move seu corpo com rapidez, e o seu corpinho que antes estava em cima do banco de couro rosa, agora está ao lado do Bryan que a observa atentamente, negando com a cabeça no mesmo momento que ela sorri com os olhos grudados nele, deixando sua covinha e os dentes aparentes. Quem vê, até pensa que ela é um anjo.- Agora foi correr pro Talibã, né, fracote! Não vamos te adotar, esquece esse papinho de família feliz e a amante destruidora de lares ali.

Faço uma careta, torcendo os lábios em reprovação pra ele que me olha na mesma hora, provocando. Discretamente, levanto meu dedo do meio, erguendo-o em sua direção, mantendo erguido para o Sanchez ver, mas a garota pigarreia, demonstrando sua insatisfação ou só pra implicar. Reviro os olhos, escutando a risada baixinha do inimigo Sanchez, mas meus olhos param no meu bebel lindo, gostoso e posturado até demais. Engulo a seco, observando a expressão calma do Bryan, ou mais que isso, algum tipo de alegria. Por mais que o Sanchez irrite ele, vejo como ambos são amigos, a cumplicidade deles exala só por estarem no mesmo ambiente, não importa se o Bryan o ameace de morte, a intimidade deixa tudo melhor. Eles são amigos. E não existe algo que o Bryan diga e que me faça mudar de ideia sobre tudo isso. E, caso o Sanchez estivesse em perigo, o Bryan o ajudaria, porque ele é leal aos ideais e às pessoas que o rodeiam.

Estella: Meu pai te mata se eu repetir pra ele o que você disse - Resmunga. Prendo o riso ao perceber a expressão do Sanchez de deboche, e o Bryan continua encarando ela, tentando, ao menos, entender o que a garota quer com ele ali. Então, ela ergue o rosto na direção do Bryan, o olhando por longos segundos.- Eu gosto de você, sabia? Gosto muito. Mesmo que você seja muito dos caladão, eu gosto!

Caladão.

Talibã: Ata - Sua voz rouca e grossa ressoa, e o Meu Bryan ergue o seu rosto, olhando nos meus olhos. Caladão. Eu que chamava ele assim, na verdade, chamei no primeiro dia em que nos conhecemos, e mal sabia eu que ele gaguejava demais e era super tímido com todos. Espremo meus lábios, tentando não sorrir em resposta, mas ao ver seus olhos em mim, meu corpo treme, e arrepia quando ele pisca discretamente, se mantendo firme. Logo depois, seus olhos voltam para a Estella, e então, ela sorri sem mostrar os dentes.- Tô ligado.

Estella: Você não gosta de mim, não? - Ela murmura, pousando as mãos sobre a sua cintura. Estella ergue o rosto, desafiando o Bryan, e ele arqueia a sobrancelha só com essa resposta. Chega a ser piada ver os dois assim, Estella não tem nem tamanho, e isso é engraçado. E é estranho ver ela se sentir mais próxima do Bryan, que detesta crianças, do que com o Sanchez, que só falta estender um tapete vermelho pra ela passear.- Me responde, vai! Tratamento de silêncio é feio, meu pai odeia isso e a Teté também. A Teté sou eu.

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