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Sofia

Eu tô em choque. E não só pelo fato de ter gozado em cima daquele homem gostoso, mas por perceber minimamente que ele me vê como alguém que realmente sente uma atração do caralho por ele. Agora o Talibã entende o quanto eu queria dar pra ele em todos os cantos desse morro, porque, sim, eu tô num cio gigantesco quando o assunto é esse ogro. Mas quando tudo parece estar melhor que antes, ele surta, se afasta de mim e, bom, isso cansa. Apesar de tudo, eu me amo, e me colocar em situações do tipo pra encher o saco de um homem que ao menos demonstra corretamente que me quer por perto na maioria das vezes, meio que acaba fodendo o meu amor próprio e um pouquinho do meu ego.

Talibã é a porra de uma roda gigante com um bambu entre as pernas que me causa várias sensações e sentimentos. E é claro que isso inclui até as partes ruins, porque tudo na minha vida vem difícil e vai mais difícil ainda. Eu nem sei o que fazer, mas no momento tô muito puta com ele. Incrível como homem só serve pra me perturbar e vacilar comigo, primeiro o Guilherme, agora esse idiota gostoso do Bryan. Se o Daniel ou Rodrigo me irritar também, oficialmente odeio homens. Engraçado como eu gozei pra um gostoso e ainda tô estressada, é o poder que ele tem sobre mim. Mas não vou negar que foi gostoso, até mais do que eu imaginei. Só queria ter gozado naquele pa...

RD: Tá viajando aí, qual foi? - Pisquei. Olhei pro rosto dele, percebendo que realmente parei no tempo com os meus devaneios loucos e pervertidos, tanto que estamos quase perto da casa deles que não é tão perto e eu pensando coisas impuras.- Tu disse que queria trabalhar e os cu azul fodeu com a casa do Daniel na parte de cima.

Sorri de lado. Eu realmente falei isso, e eles nem se importam se a casa tá arrumada ou não, porque perto de outras casas que eles tem, essas são as que menos ambos tem usado, já que é um pouco longe do morro. Guilherme não tá em casa e o Rei não deixou eu ficar em casa sozinha, mais ainda o Rodrigo que quase me bateu. Eles se importam comigo do jeito deles, os dois de maneiras diferentes, mas com a mesma intenção: proteção. Rodrigo até tentou me convencer nos argumentos, mas o Daniel botou ordem e disse que não me deixaria subir sozinha de jeito nenhum. E, bom, por mais que eu pensasse em recusar esse passeio, eu sei que o Daniel me mataria antes de qualquer policial ousar a tocar em mim, e se algum deles me encontrar com esses velhos, eu minto dizendo que eles me sequestraram.

Sofia: Hoje eu acordei estressada, então é um ótimo dia pra arrumar as coisas - Falei sincera, sentindo um alívio percorrer pelo meu corpo. Mas toda hora a cena dele me beijando todinha no pescoço e passando a mão grossa, grande e áspera pela minha buceta passa na minha mente.- Tá quente aqui, né?

Falei baixo, me abanando. Engoli a seco quando minha intimidade pulsou. Que merda. Eu só queria mais daquele filho da puta gostoso, mas agora é complicado. Eu não vou me vingar, não vou fazer nenhuma merda contra ele, só irei agir como o Bryan sempre faz comigo. Vou fingir que essa porta com bambu entre as pernas não existe e que tudo isso nunca aconteceu entre nós dois, sinceramente, cansei. E quando eu desisto de algo, por mais que antes tivesse uma intensidade do caralho anteriormente, depois eu já não me importo mais com isso. Ele não vai mais me tratar como quer e tenho certeza que ele não virá atrás de mim, então tudo vai cair num mar de esquecimento em algum momento das nossas vidas.

Rei: O ar tá ligado no máximo.- Revirei os olhos, observando ele me olhar pelo mini espelho. Fiz careta, vendo o Rodrigo bem concentrado no celular dele, então fui ver onde meu tá. Procurei na minha bolsa e até nos bolsos da minha saia, mas não achei, aí lembrei que deixei em cima do sofá do Talibã. Bufei um tanto frustada, tudo isso com o olhar do velho e gostoso do Daniel em mim.- O Talibã te tratou mal?

E mais uma vez ele me pergunta isso. Eu sei que ele sabe que escondeu isso tudo de mim por anos, mas o Rodrigo tá normal pra quem sabe que descobri isso. Ele não sabe de nada, se fosse o caso, provavelmente já teria me feito muitas perguntas sobre isso ou o que aconteceu entre nós dois. O Daniel é mais de observar e descobrir tudo pelo meu comportamento falho, o Rodrigo é mais de falar e ele é muito bom tirando umas verdades dos outros. Eles são diferentes, exatamente como Sanchez e Talibã. Um é o equilíbrio do outro e é isso que faz a amizade de ambos serem boas e leais. Se eles fossem iguais, como o Bryan e Daniel, por exemplo, eles viveriam em guerra, porque os semelhantes nunca dão certo. É muito oito ou oitenta com o Bryan e Daniel, não existe meio termo com eles, você não pode ficar em cima do muro, então é complicado.

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