capítulo treze

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Sofia

Acordei na maior intenção de todas de ir atrás dele: RD. Ninguém nesse mundo teria coragem de ouvir toda minha insistência por uma hora seguida e teria a audácia de ignorar meus pedidos, ainda mais quando se trata de uma pessoa que eu amo. Eles teriam que dar a liberdade do meu melhor amigo por bem ou por mal, já tô deixando avisado antes que eu cause uma explosão naquele lugar que eles chamam de boca principal.

Depois de arrumar a cama, pentear meu cabelo e escovar os dentes, levantei com pressa e anotei mentalmente que eu teria que arrumar a casa toda quando voltasse pra cá. Coloquei uma roupa especialmente mais voltada ao clima de hoje, pro friozinho mesmo: uma bermuda e uma blusinha bem rosinha da barbie, pronto, trajada ao nível máximo.

Já tinha terminado de fazer minhas coisas toda quando tranquei a porta da casa do Guilherme e fui em direção a boca principal, aproveitando que ele tá trabalhando e não vai mesmo me impedir de ir falar com o meu bandido favorito depois do China, meu velho do pix, meu futuro sugar... Ai se eu pudesse, sabe. Esse homem não me dá uma condição, meu coração chora a doer por isso.

Ajeitei meu cabelo que ainda tava preso e eu prometi pra mim que iria lavar amanhã ou até hoje mais tarde, mas tá frio. Respirei fundo quando vi algumas pessoas por ali já na fofoca sobre ontem, inclusive as velha que tão de plantão já, recompensar ontem que não podia sair de casa e nem botar a cara na janela no meio do tiroteio. Revirei os olhos quando vi elas me encarando e entrei no beco, saindo da reta delas e indo direto pra pracinha que ficava lá do lado.

Já vi uma movimentação e uns cara tudo armado saindo do carro preto e grande, passei a mão no rosto quando vi o senhor Rei saindo de lá, tá se achando o Reizão mesmo. Esse velho aí já é mais cismado com a minha cara, coisas do passado e ele fica levando pro nosso futuro, que isso, ainda vou botar a duplinha deles no meu nome, escuta só. R&R é propriedade da Sofia, até tatuagem com meu nome eles vão fazer.

Brincadeira, gente, apesar de eu achar o RD o velho mais lindo que eu já vi na vida, esse meu pretinho perfeito até demais, cheio de dinheiro e charme, um total gostoso e tal... Ainda sim considero ele como meu amigão, ele é super legal comigo e é um dos únicos que não me odeia, ai como eu amo esse velho, tem meu coração todinho desde quando a gente se viu pela primeira vez.

Eu não reclamaria não se virasse primeira dama, só falando aqui, né, vai que acontece eu virar mulher desse homem?! Ia sofrer todo dia, que vida cruel ter esse Rd e Rei do meu lado todos os dias...

Atravessei a rua, passando na frente da boca como se nada tivesse acontecendo aqui, sorri pro segurança que já tava até me palmeando e ele me olhou já negando com a cabeça lentamente, me fazendo respirar fundo e olhar pro cara que tava do lado dele, vendo o homem negando com a cabeça pra mim também. Que injustiça, vou reclamar com o chefe deles.

Sofia: Isso aí foi armado, tá? Calculado entre vocês dois, só pode! - Cruzei os braços, encarando os homens que deram um sorrisinho. Já ia seduzir os dois pra me deixar entrar, mas, quando eles ajeitaram a postura, olhei pra trás tendo uma noção de quem tá vindo. Era o Talibã vindo na nossa direção com a maior postura de gostoso, arqueei a sobrancelha, vendo que ele tava distraído olhando pra tela do celular que suas mãos preencheram.

Mordi minha bochecha ao sentir ele se aproximando e, aos poucos, ele levantou o rosto, parando o olhar sobre mim, parece que já sabia que eu tava olhando. Seus olhos castanhos claros me fitaram dos pés a cabeça, parando diretamente no meu rosto. Sua expressão se tornou em dúvida e eu quase dei um sorrisinho por fazer essa homem expressar alguma coisa nessa cara extremamente arrogante, bonita, gostosa, e... Desde a primeira vez que a gente se viu no meio daquele tiroteio, não paro mais de ver o Talibã e isso é super estranho pra mim e tenho certeza que é pra ele também.

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