Sofia
Sofia: Vai querer áudio ou ligação? - Levei meus olhos até ele, segurando meu celular com força na palma da mão, observando a expressão do Grande Bryan fingindo que tá pensando no que perguntei agora quando alcancei ele ao sairmos do carro.- Você vai pedir desculpas a ele e iremos conversar sobre o fato de você ser agressivo com as pessoas sem motivo aparente. Pessoas se magoam o tempo inteiro, Bryan, mesmo que não seja normal! Para de besteira.
Ignorando a minha humilde pergunta e tudo que eu falei Grande Bryan começou a andar mais ainda na minha frente, realmente me deixando pra trás mais ainda após minha reclamação. Respirei fundo, pensando em chutar as pernas dele e sair correndo, mas o Talibã parou, me olhando com os braços cruzados e a postura de gostoso marrento estampada em seu rosto. Virei o rosto por alguns segundos, percebendo uns olhares em nós, tanto de homem quanto de mulher, mas ignorei. Repuxei a pelinha dos meus lábios, voltando meu olhar ao homem de dois metros na minha frente, sorrindo de lado quando ele arqueou a sobrancelha, expondo a postura gostosa que só ele tem, enquanto puxa a atenção da maioria das mulheres ao redor pra si. Essa praia está mesmo cheia de mulher safada, admito e, com toda certeza do mundo, eu sou uma delas.
Ele é muito gostoso. E isso é um fato pra todas, tanto que eu nunca neguei. É louco pensar que toda a minha opinião sobre ele mudou drasticamente em menos de um mês. Ele é maluco? Sim. Ele é matador de galinhas? Sim, é. Psicopata? Aham, muito, aham... Mas é gostoso. Um gostoso que me atrai, e isso é pura loucura da minha mente e um vacilo com o meu corpo, já que sinto uma atração anormal pelo Bryan, mas não consigo resistir a isso. Mordi a língua com força até sangrar rios em falar que eu nunca iria me envolver com essa pedra de dois metros. Sorri fraco quando andei mais pra perto do Bryan, parando exatamente na frente dele, erguendo meu celular até perto do seu rosto sem expressão.
Quando andei mais pra frente, pisei em falso, quase tropeçando em cima do Bryan que me olhou sem entender. Com rapidez, senti seus dedos grandes afundarem na pele da minha cintura, com força, negando com a cabeça quando peguei firmeza nas pernas com a ajuda dele, estremecendo e arrepiando todas as camadas da minha pele de um jeito que só ele é capaz de fazer e sabe muito bem disso. Mas o Bryan não afastou a mão dali, muito menos seu corpo do meu, o que fez com que uma queimação surgisse onde seus dedos tocaram e estão.
Talibã: Ligação de vídeo, Lila. Eu gosto de falar na cara mermo - Pressionei os lábios, tentando não sorrir, percebendo que tirei dele o que eu quero sem ao menos fazer todo o esforço que eu pensei que faria, foi fácil. Entrei na minha conversa com o meu pretinho, ainda sentindo o aperto dele mais firme e quente ainda sobre a minha cintura que ainda com o pano em cima dela, sinto a queimação e o quente em mim. Todo o toque dele mexe comigo, a maneira que me observa atentamente, estilo Bryan, ou o jeito que me defende.
Então eu levantei a cabeça, alcançando seu rosto erguido, olhando pra ele que tem a atenção em algo atrás de mim, observando com seus olhos atentos e um tanto voraz pra quem estava de boa até agora, ou não. Dei de ombros, ignorando isso por agora e deixando minha curiosidade de lado com a intenção em outra coisa, indo ligar para o Guilherme, na esperança que ele atenda e eu tenha certeza que ele tá bem. Chamou por um minuto até ele atender com o rosto quase tampando a câmera toda. Observei o rosto dele ainda com resquícios de um roxo intenso e escuro naquela região dos olhos, o que doeu meu coração ao descobrir que foi o Bryan. Sorri fraco pra ele, levando meu olhar ao Bryan que também olha pro meu celular com atenção e uma desordem no seu olhar com clareza. Sério e irredutível.
Sofia: Oi, meu pretinho.- Sorri feliz. Ele me olhou sorrindo, mandando beijo quando eu chamei ele do apelido. Gui sorriu de lado, se ajeitando onde tá sentado, desmontando a pose de bandidão. Ele sorriu, balançando a cabeça e me respondendo, perguntando onde que eu tô logo depois. Respirei fundo, me sentindo muito nervosa por quase estar admitindo pra ele que tô me envolvendo com o Talibã de alguma forma. E o Gui não sabe a metade do que aconteceu entre nós dois, ainda não.- Você tá bem?
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Santo Forte.
Não FicçãoO desejo tá explícito nos meus olhos e a cada toque meu sobre teu corpo que arrepia, cada fala que treme, cada respiração descompassada que você tem perto de mim, você implora pra que isso seja apenas uma noite, assim como eu. Até ver que seus olhos...
