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Sofia

Sofia: oiiiii (14:55)

- que roupa devo usar hoje? (14:55)

- você vai me levar pra onde? é muito longe do morro? (14:55)

- só quero saber pq me sinto desconfortável quando tem gente muito arrumada perto de mim e eu toda feia, espero que entenda. um beijão de língua nessa sua boca, vida ❤️ (14:56)

- você é um dos meus namorados e me deve satisfação, onde você tá? (14:56)

Grande Bryan: [Foto] (14:56)

- Reunião (14:56)

Sofia: OLHA O TANTO DE HOMEM QUE TEM AÍ 😨😨😨😨😨 (14:57)

- todos sérios e o sanchez assim ☺️☺️😊 vsf KKKKKKKKKKKK, ele é muito legal (14:57)

- poderia responder minhas mensagens? tô indecisa aqui (14:57)

Grande Bryan: Porra, depois eu respondo  (14:57)

- Tô em reunião ainda (14:57)

Sofia: até por mensagem você é grosso, Bryan. que coisa horrível, asquerosa, horripilante, horrenda (14:58)

Grande Bryan: 👍 (14:58)

O que eu faço com essa resposta? Enfio no meu cu? Acho que não sei desvendar isso. Sinceramente, até se comunicar por umas simples mensagens com ele é muito difícil. Difícil pra caralho. Bryan é complicado e faz questão de que eu saiba disso, só que não me importo quando ele dificulta as coisas pra mim, eu gosto de encher o saco dele e testar todo o tipo de paciência que ele acha que tem. E, mais ainda, eu amo desafios. Eu realmente amo muito fazer ele voltar atrás de todas as palavras dele, toda adrenalina que ele me causa ao estar muito perto de mim do jeito que fica, como se estivesse tão conectado comigo de alguma forma desde quando nos vimos naquela pracinha pela primeira vez. Ele por ser uma pessoa muito decidida, é quase a morte ter que voltar atrás das promessas, e eu acabo fazendo ele mudar de ideia.

Nós somos tão diferentes e, do nosso jeito, acabamos nos completamos. Fiquei muito surpresa - na verdade, eu fiquei em choque -, quando ele veio atrás de mim. Quando nos vimos frente a frente, eu realmente achei que era coisa da minha cabeça, porque o Bryan que eu conheço, quer dizer, o Talibã que eu conheço, jamais faria isso. Então, na minha mente, sobre tudo o que eu sinto e todas as vezes que enchi muito o saco dele falando sobre o pequeno Bryan ainda existir, eu não estava maluca. Não estou. São as mesmas pessoas? Sim, são, mas quem veio atrás de mim foi o Bryan, aquele Bryan, não o Talibã que não se importa com qualquer coisa e qualquer pessoa. Apesar dele ser grosso comigo, muito grosso, e não tô falando do bambu dele, eu gosto do jeito do Talibã, gosto mesmo, mas prefiro mil vezes o Bryan.

Passei a mão pelo vestido rosa bebê. Ele tem um único detalhe que é uma abertura pequena na perna esquerda, o pano é liso, e o maior detalhe desse vestido sou eu, só isso. A primeira roupa que pensei quando ele disse sobre sairmos foi essa, mas eu queria saber pelo menos o local, pra não ir muito fora da proposta do lugar. Cansada de esperar ele, deitei meu rosto no meu travesseiro e, quando fechei os olhos, um barulho de notificação apitou, vibrando ao meu lado. Respirei fundo, pressionando os olhos, abrindo-os, espremendo os olhos quando percebi que meu celular está muito longe de onde eu tô.

Levantei, sentindo um desconforto no meu pescoço, acho que foi por ter ficado tanto tempo deitada naquele sofá. Peguei meu celular perto do meu vestido aberto em cima da cama, vendo-o acender na hora que eu peguei, aparecendo uma notificação do whatsapp pela tela de bloqueio. Fiz cara feia, desbloqueando-o, vendo uma única resposta do Bryan pra todas as minhas mensagens anteriores. Chatissimo. Queria entender como ele consegue ignorar tanto as pessoas, eu só saio do chat quando consigo responder a última mensagem.

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