- Como ele soube que você está aqui?- Pergunta Jeffrey.
Após eu receber a ligação de Maria avisando que meu pai estava vindo atrás de mim, Chris chamou Jeffrey e a polícia para proteger a casa. Enquanto Rebecca, estava na cozinha tomando um calmante.
- Só pode ter sido uma pessoa- Eu digo ao me sentar no sofá da sala de frente para a janela que dá vista pra rua- Melissa.
- Desgraçada- Chris fecha as mãos em punhos.
- Por hora, vamos apenas mantê-la aqui dentro- Diz Jeffrey- uma viatura já foi mandada para cá. Vamos apenas aguardar.
Eu aceno sentindo a ansiedade crescer dentro de mim. Desde que tive aquela conversa com Richard, achei que as coisas logo se resolveriam, mas parece que tudo estava acontecendo em câmera lenta. A verdade é que a justiça só era perfeita no papel. Ao perceber minha inquietação, Chris se senta ao meu lado e me toma em um abraço reconfortante. Seus lábios logo alcançam minha testa deixando-me um pouco mais calma.
- Você vai ficar bem- Ele sussurra em meu ouvido- não vou deixar nada te acontecer.
Lhe dou um sorriso fraco tentando não deixá-lo tão preocupado comigo. Enquanto Jeffrey, reveza seu olhar entre o celular e a janela como se esperasse algo acontecer. As horas passam lentamente transformando tudo numa completa tortura. Eu estava tensa e me sentia incapaz de fazer qualquer coisa. Chris havia conseguido acalmar a mãe que agora estava deitada na cama em seu quarto.
Já Jeffrey, estava começando a ficar inquieto. Pelo que entendi de seus telefonemas, a viatura da polícia fez uma ronda por todo o local próximo da casa e ao notar que nada de errado estava acontecendo, foi embora atender a outras chamadas que para eles, eram mais urgentes do que a nossa. Não posso reclamar de nada em contar que já está anoitecendo e Charles ainda não deu nenhum sinal de vida por aqui. Realmente não sei se devo me preocupar ainda mais, ou ficar aliviada com isso.
Chris estava conversando com Jeffrey na cozinha, provavelmente, tentando achar uma solução para ficarmos seguros essa noite, mas as expressões que mantinham nos rostos só me deixava cada vez mais preocupada. A todo instante, eles vinham até mim para me tranquilizar, mas tenho que admitir, não estava dando muito certo.
Já estava de noite quando resolvi sair da sala e ir descansar no quarto, mas ao passar pela janela, percebo uma movimentação estranha lá fora. As luzes dos postes estavam fracas deixando partes da rua no escuro. Através da penumbra, percebo a silhueta de um homem e sinto meu coração acelerar no mesmo instante. Mas em questão de segundos, ele some. Eu estava paralisada ainda olhando para o lugar onde o vi. Começava a sentir minha garganta travada.
Era ele. Só podia ser ele.
Então quando estava prestes a chamar por Chris, ouço o barulho de uma forte batida e em seguida, as luzes da casa se apagando. Sinto calafrios por toda a minha espinha ao ser inundada pela escuridão. Logo sendo tomada pelo medo, deixo um grito escapar da minha garganta.
- Kimberly!- Ouço a voz de Chris seguido por passos desesperados se aproximando de mim- sai da janela!
Mal tive tempo de reagir quando vi a figura do meu pai do lado de fora com um pedaço de madeira pronto para quebrar o vidro da janela. Arregalo os olhos em susto e quando menos espero, o vidro se quebra em pedaços vindo direto em minha direção. Caio para trás tentando me proteger com os braços. Eu não conseguia ver nada direito ao meu redor. Tudo estava escuro e apenas uma pequena parte da sala era iluminada pelas luzes dos postes na rua.
Vejo Charles pular a janela apressado. Seus olhos estavam tão vermelhos quanto sua pele. Suas roupas estavam sujas e entendi na mesma hora que ele viera apenas com uma intenção.
- Eu vou te matar!- Berra sem controle- você acabou com a minha vida!
Recuo ainda caída no chão tentando me afastar ao máximo de sua presença, mas ele logo me alcança e move os braços para me acertar. Sem tempo, vejo Chris o puxando pelo pescoço e como consequência, o levando para longe de mim. Ambos trombam na parede e entram numa briga violenta. Era claro em como Charles estava com vantagem por ser maior e mais forte, mas isso não pareceu intimidar Chris.
Ele consegue lhe acertar com uma sequência de socos. Mas logo ambos giram para o lado ainda em meio a socos e chutes e somem pela escuridão que agora toma toda a casa. Não posso mais vê-los, apesar dos barulhos de luta ainda estarem claros em minha audição. E mais uma vez, começo a entrar em desespero. Tento me levantar, mas sentindo uma repentina dor em minha barriga, vejo que um pedaço de vidro havia me atingido profundamente.
Minhas vestes estavam tomadas por sangue e eu perdia o fôlego a cada segundo. Logo, ouço o barulho e objetos sendo derrubados e pedaços de vidros se quebrando no chão. Em seguida, um grito feminino ecoa por toda a casa. Era Rebecca. Também posso ouvir a voz de Jeffrey que parece ir ao encontro de Chris.
Então após um grito vindo diretamente de Charles, ouço algo pesado caindo no chão em um baque surdo. Por um momento, tudo se cala e o silêncio reina por toda a casa. Faço um tremendo esforço para me manter de pé e me apoiando no sofá, eu consigo. Meu coração batia forte contra meu peito. Eu não sabia o que estava acontece mesmo tudo estando diante de mim.
- Chris!- Eu grito desesperada tentando encontrá-lo, mas quando não ouço nenhuma resposta sua, um desespero toma conta de mim- Chris...- Lágrimas desesperadas caem dos meus olhos.
- Onde você está?!- Era a voz de Rebecca tão desesperada quanto a minha.
Eu estava em pânico. Eu precisava vê-lo, precisava saber se estava bem, mas tudo estava escuro e eu não podia enxergar nada. Quando grito chamando seu nome mais uma vez, a dor em minha barriga aumenta. Sinto-me tonta e minha visão logo fica borrada. Então sem forças para me manter de pé, caio no chão novamente e em poucos segundos, desmaio.
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Academia Lawrence
RomantikTudo acontecerá através dos olhos de Kimberly Evans e Chris Taylor. Ambos não possuem nada em comum. Kimberly é filha do sócio do diretor da Academia Escolar Lawrence, sonha em ser uma violinista profissional. Mesmo tendo toda sua família indo contr...
