58. Simples ajudante ou uma aprendiz?

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— Você memorizou o percurso, aprendiz? — Outro rapaz questionou quando se aproximou de nós dois.

— Sim — respondi com firmeza antes de fechar os olhos por um breve momento. Eu só queria dissipar os pensamentos que se opunham à minha atitude. — Memorizei — continuei. Você disse que não seria aprendiz de bandido e agora está sendo chamada dessa forma. Onde está aquela mulher agora, (s/n)? — Conheço esse percurso muito melhor do que todos vocês, pode acreditar — optei pelo caminho de falar mais para tentar me livrar dos meus próprios julgamentos. — Podemos continuar? — Acelerei quando os dois pararam de andar para me olhar com revolta. Qual é? São tão sensíveis assim? — Podemos ou não?

— Devemos — um deles respondeu antes de simplesmente continuar o trajeto, afetado.

E depois de respirar fundo mais uma vez, apertei aquele fuzil em minhas mãos e caminhei confiante até o saguão, ainda no encalço daqueles dois homens. E eu acreditava que será assim até o momento que finalmente poderemos sair daqui. Ao chegar no nosso destino, vi uma grande quantidade de pessoas deitadas e espalhadas pelo chão, exatamente da mesma forma que os clientes da joalheria ficaram quando fui levada. Andando mais um pouco pelo espaço, não demorei a notar que, entre os rendidos, alguns seguranças do banco estavam sentados com as mãos para trás, provavelmente algemados com os seus próprios instrumentos de trabalho.

E ali, vendo aquela cena de uma maneira ampla, eu percebi que essa era a pior parte para mim. Estar aqui, ser conivente... Como podia? Eu não gostava nem um pouco de observar as pessoas nervosas, com medo do que aconteceria nos próximos minutos, pois eu sabia mais do que ninguém como aquela dúvida sobre o estava por vir era cruel. Algo como "será que eu vou sair daqui vivo?" não saía da cabeça nessas horas. Na tentativa de parar de pensar nisso, fechei os olhos fortemente mais uma vez e retomei o estado de coragem que havia adotado desde que tomei a decisão de participar. Já novamente focada, segundos depois, caminhei em passos rápidos até o lugar onde estavam os cofres e logo pude reconhecer Jeongguk e Jimin de costas, ambos posicionando os explosivos em regiões estratégicas dos equipamentos.

— Saiam de perto — Jimin aconselhou, falando bem alto, e nós não tardamos em obedecê-lo.

Me posicionei no canto da parede oposta aos cofres e, de repente, Jeongguk aproximou-se para se proteger ali também, ficando bem ao meu lado. Nervosa pelo medo de ser reconhecida, encarei-o por algum tempo e pude perceber que ele parecia um pouco agitado, talvez até compartilhasse o nervosismo comigo. Eu só queria poder abraçá-lo naquele momento, dizer que a ação daria certo e que nada aconteceria com nenhum dos envolvidos, tanto nós, que estávamos fazendo a coisa errada, quanto os inocentes que encontravam-se no saguão. E quando eu menos esperava, o moreno me olhou de volta e eu rapidamente desviei o meu rosto da direção do seu, pois tinha medo de que algo me entregasse mesmo que só os meus olhos estivessem expostos pela máscara.

— Volte para o saguão e veja como estão as coisas por lá — ele dirigiu-se a mim. Após assentir veementemente, dei um passo para me distanciar, porém fui interceptada por sua mão segurando o meu braço com firmeza. — É mulher? — Sua voz saiu mais alta. Engoli em seco, nervosa, mas assenti com a cabeça de novo. — O que uma mulher está fazendo na nossa equipe? — Gritou, olhando para os demais em busca de respostas. Fodeu.

— Não sei — Jimin foi o único que teve coragem de responder. — Deixa ela pra lá — deu de ombros. — Bem-vinda — falou antes de virar-se de costas para nós, focando novamente no cofre à sua frente.

— Quem te colocou aqui? — Jeon questionou ainda alto. — Você está preparada mesmo? — O seu aperto ficou ainda mais intenso no meu braço e eu suspirei de dor. Por que ele ficou tão bravo? — Está com a máscara antiga do JH! — Bateu no material com o indicador da mão livre e eu fechei os olhos pelo medo de ter o acessório retirado naquele momento. — Por quê? Você não está no padrão, porra! — Gritou de novo. — É como se estivesse infiltrada no meio da equipe!

Criminal | Jeon JungkookHistórias para pegar e não largar. Descubra agora