22. A sós com Park Jimin

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Encontrei Somin no interior do hospital e a abracei com força na tentativa de matar a saudade desse tempo todo sem vê-la. Ainda consegui encontrar os meus pais, mas ela não. Aproveitando o momento juntas, conversamos um pouco sobre o que faríamos hoje até finalmente darmos início ao nosso expediente. Os meus pacientes do dia eram idosos que já possuíam acompanhamento médico, porém os profissionais que os atendiam estavam de férias e eu os cobriria. Não era um trabalho tão difícil, já que todas as informações se encontravam arquivadas nas pastas de cada um. Eu só precisei de um pouco de esforço para entender os casos com rapidez.

— Como se sente no seu primeiro dia depois da folga? — Kwon riu ao me ver prender os cabelos.

— Morta é a melhor palavra — falei fazendo-a rir mais.

— Aonde vai agora?

— Pra casa.

— Não quer almoçar comigo em Gangnam?

— Uau! Almoço em Gangnam? — Ri. — Eu não posso, combinei de comer com os meus pais. Eles estão esperando.

— Ah, sim. Então vá — sorriu abertamente. — Veio de carro?

— Não, o Jimin me trouxe — falei baixo e a morena me encarou com os olhos arregalados.

— Jeon ainda não apareceu? — Neguei com a cabeça. — Mesmo depois desses dias?

— Ele parece uma criança — bufei. — Está resolvendo as coisas do galpão por telefone só pra não aparecer lá.

— Que saco! Os homens são tão dramáticos!

— Demais.

— E por que aceitou a carona do Jimin?

— Porque eles esqueceram que hoje era o meu primeiro dia e não se prepararam pra me trazer — revirei os olhos mais uma vez e Somin riu. — Só o Park lembrou.

— Ele é bem atencioso.

— Muito — suspirei com pesar. — Talvez tivesse sido mais fácil se eu me interessasse por ele.

— Mas a gente não consegue controlar essas coisas — deu de ombros. — Sinto que temos muito o que conversar.

— Acho que sim — ri fraco.

— Você poderia dormir na minha casa amanhã — abraçou-me de lado enquanto caminhávamos juntas pelo corredor.

— Acredite, você não vai querer um grupo de dez homens na porta da sua residência.

— Uau! Estou ao lado da princesa Diana? — Me olhou sorridente e eu revirei os olhos. — Eles estão sendo fortes na segurança.

— Bastante — apontei para frente com a cabeça fazendo-a olhar para o local que eu indiquei. Duas vans pretas estavam estacionadas do outro lado da rua e alguns rapazes circulavam pela calçada fingindo serem apenas pedestres. — Ainda não me acostumei.

— E tem como se acostumar? — Ela tinha os olhos arregalados. Eu ri. — Vou te dar uma carona. Será que irei ser metralhada? — Me olhou com receio, mas logo gargalhou. — Qualquer coisa, gritarei dizendo que sou a sua amiga gestante.

— Gestante? — Arregalei os olhos.

— Só pra que eles tenham compaixão — piscou o olho. — Que os céus me protejam de engravidar do Joe. Ele é econômico demais pra ter filhos — bufou. — Não dei sorte.

— Interesseira.

— Vem, vamos embora — praticamente me arrastou até o seu carro. Gesticulei para os rapazes informando que estava tudo bem e eles assentiram. — Que moral!

Criminal | Jeon JungkookHistórias para pegar e não largar. Descubra agora