[⚠️] • O capítulo está denso, tem muita informação! Leiam com atenção pra não perderem nada!
— Por que está assim? — Jimin franziu o cenho, fingindo estar confuso. — Por que se revoltou tão de repente? — Continuou tentando se aproximar de mim e eu decidi parar de recuar para demonstrar força. — Pensei que teríamos uma conversa civilizada hoje.
— Você acha mesmo que vou ouvir toda esta merda e ficar calma? — Questionei em um grito. — Não tem como, Park! Não tem! — Ele encurtou a nossa distância e ficou tão perto que eu pude sentir em meu rosto o ar quente que escapava por seus lábios entreabertos. — Acha que consigo ficar tranquila enquanto você diz que manipulou a maior parte das coisas que aconteceram na minha vida desde que pisei neste país?
— Eu até admito que se revolte, que grite, que esperneie... — Meneou a cabeça e, surpreendendo-me, usou a sua mão gelada para agarrar firmemente o meu braço esquerdo. — Mas me humilhar, dizer isso e aquilo sobre as minhas ações e, pior, ter a coragem de falar que eu não te amo são reações que não vou tolerar! — Repreendeu-me. — E eu só não te corrijo agora, (s/n), porque você está debilitada demais pra aguentar — puxou-me para si e aproveitou o impulso para me jogar na cama logo após. Os efeitos das horas sem comida ainda enfraqueciam o meu corpo. — Eu te amo! — Empurrou com brutalidade a bandeja que trouxe mais cedo e os utensílios, todos de plástico, voaram para longe de nós, formando um barulho alto. — Eu amo você! — Aproveitando-se da minha posição, ainda deitada no colchão, JM me encurralou ali ao se posicionar sobre mim. Depois, segurou firmemente as minhas mãos quando tentei estapeá-lo. — Aceite isso! — Gritou. — Você teria se apaixonado por mim se não tivesse conhecido aquele otário! — Encarou-me com mágoa. — E só está tão indignada assim porque não tivemos tempo pra que isso acontecesse!
Após terminar de falar, Jimin diminuiu a distância entre os nossos rostos e eu, movida por uma raiva e repulsa gigantescas, reuni todas as forças que restaram para me desvencilhar do seu toque e acertar algumas tapas em seu rosto. Pude sentir a sua pele na minha palma em três tentativas. Estapeei-o sem pausa para respirar, pensar ou calcular onde atingiria. Apenas o estapeei. Park, bastante surpreso, se esforçou para interromper a agressão, mas eu estava tão furiosa que conseguia me esquivar e acertá-lo mais vezes. Foram sete ou oito tapas no total. Eu estava completamente transtornada, não conseguia acreditar que um homem que se mostrou tão bondoso, compreensivo e amoroso era, na verdade, um monstro disfarçado de tudo aquilo.
— Você merece sofrer muito, Jimin! — Em meio ao choro de ódio, capturei o seu rosto com as mãos e apertei violentamente as suas bochechas.
— Pare! — Gritou, chacoalhando-me pelos ombros. — Pare, sua desgraçada! — Segurou os meus pulsos e aplicou uma força tão grande que causou o meu grito de dor. — Você pensa que pode lutar contra mim? — Conseguiu afastar as minhas mãos do seu rosto e, logo em seguida, usou as suas para aprisionar a minha mandíbula. — Sou eu que tenho o controle aqui — rosnou rente aos meus lábios. — Eu, ouviu bem?
— Miserável...
— Será que eu deveria te dar um calmante? — Riu soprado. — Você está muito estressada.
— Te od...
— Cala a boca! — Gritou ainda naquela posição, extremamente perto de mim, forçando-me a fechar os olhos por alguns segundos. — Eu juro que não quero te bater, então faz a merda da gentileza de não me provocar! — Manteve o volume da voz e saiu da cama com rapidez. — Que ódio... Que porcaria... — Realinhou os cabelos loiros completamente bagunçados. O seu rosto estava bem vermelho e já exibia as marcas das minhas unhas. — Eu pensei que estávamos avançando aqui! — Me encarou. — Você precisa se acalmar e o esquema será o mesmo! — Pressionou os lábios e respirou fundo. — Sem comida! — Declarou alto. — Porém, apenas por algumas horas dessa vez — estava tão ofegante quanto eu, ambos cansados após todo o esforço. — Volto à noite e espero que esteja no mínimo disposta a me ouvir.
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Criminal | Jeon Jungkook
FanfictionA expressão "você estava no lugar errado e na hora errada" nunca fez tanto sentido como naquele momento. A entrada repentina dos seis homens empunhando armas poderosas, as ameaças entoadas em gritos, a pressão nos funcionários da joalheria de luxo...
