83. Mal necessário

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— Me vigiando? — Questionei em um sussurro, espantada, e JP confirmou com um aceno de cabeça. — Todos os dias? — Mais uma confirmação. — O tempo todo?

— Provavelmente — respondeu ainda sério. — Não te contei antes porque queria analisar tudo com o máximo de naturalidade pra ter certeza do que estava acontecendo. Se eu te contasse, você ficaria tensa e eles perceberiam.

— Como... Como vocês desconfiaram?

— Os seus seguranças passaram a notar que sempre há um carro atrás de vocês durante os percursos — caminhou até a mesa e pegou o seu celular. — Os modelos e as cores mudam diariamente, mas eles sempre estão onde você está — mostrou-me uma sequência de fotografias dos veículos. — O que me diz?

— Digo que isso é uma merda grande! — Falei alto, afetada, e Jay riu. — Só pode ser aquela vagabunda! É a Hyorin que está por trás dessa palhaçada!

— E eu digo que quem quer que seja, essa pessoa provavelmente já sabe que você está frequentando um certo lugar — negou com a cabeça e bufou. — Os seus seguranças disseram que sempre conseguem despistar, mas somente a informação de que você está indo pra um local misterioso quase todos os dias já é mais do que importante.

— Tem razão.

— O que quero saber de você é muito simples, (s/n) — posicionou-se à minha frente, encarando-me com dureza. — O assunto te envolve de um modo bem sério e eu quero que me diga se posso capturar quem está te seguindo.

— Claro! Óbvio! — Disparei e Jaebeom riu fraco. — Não é sequer uma questão pra ser pensada!

— Maravilha! — Sorriu.

— É a Hyorin, JP.

— Então nós vamos apenas ter a certeza — piscou o olho para mim. — Precisamos agir rápido.

— Tenho que ficar ainda mais atenta — caminhei de um lado para o outro, aflita. — Eunbi sabe bem mais do que deveria — respirei fundo. — Jay... E se ela descobriu?

— O que a vagabunda da Kang vai poder fazer? — Encolheu os ombros. — Você está com o maior! Relaxa!

— Temos que atacar de volta! — Determinei. — E rápido!

— Vamos agir — ele concordou. — Você está evoluindo e isso é um ótimo sinal — risonho, andou até a porta de novo. — Em outros tempos, estaria com medo até de pensar na possibilidade de capturar os caras — riu fraco. — Volto logo, não sai daqui.

Park me deixou completamente sozinha naquela sala e eu não consegui ficar parada. Continuei andando, circulando pelo espaço, perdida em pensamentos, em planos, em hipóteses... Além disso, o receio do que poderia acontecer comigo e com os meus pais aumentava a sensação de perigo. Estou em alerta outra vez. Todo o alívio que senti com a resolução no caso de Ronald aos poucos ia embora enquanto eu refletia sobre as possíveis informações que Hyorin tem de mim. Ela provavelmente já sabe onde almoço, onde lancho, os lugares que frequento com Somin... Céus! Somin! A minha amiga está grávida!

— Eu sou capaz de cometer uma loucura, Hyorin — murmurei ao pegar o meu celular para digitar uma mensagem para Kwon. — Não me pressione! Não me pressione!

(S/N):

Amiga, onde você está?

Somin:

Ia te mandar uma mensagem agora mesmo!

Onde você está, maluca?

Sua mãe disse que você saiu cedo pra ir à academia e ainda não voltou.

Criminal | Jeon JungkookHistórias para pegar e não largar. Descubra agora