4. Lar doce lar

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Minha mãe já havia ligado para quase todos os membros da família apenas para avisar que eu havia voltado para casa e que estava tudo bem

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Minha mãe já havia ligado para quase todos os membros da família apenas para avisar que eu havia voltado para casa e que estava tudo bem. Ela também ligou para Somin e para Jackson, que disseram que mal esperavam para me ver. Matei a saudade do meu celular e constatei que havia recebido muitas mensagens no dia de ontem, inclusive do senhor Lee. Numa delas, ela dizia que perdi a oportunidade de fazer a residência no hospital e eu chorei muito, mas, após alguns minutos, decidi encarar as consequências de cabeça erguida. Eu não tinha culpa de nada. Por um momento, o ódio daqueles rapazes me consumiu; mas eu logo tratei de respirar fundo e tirar isso da minha cabeça. Sentir raiva deles não vai me fazer bem agora.

— Amiga! — Somin gritou antes de correr até mim para me abraçar com bastante força. — Que saudade! (s/a), eu quase morri sem você nesses dias — exagerada como sempre! Ri um pouco enquanto lhe abraçava do melhor jeito que podia, já que estava sendo praticamente esmagada por ela. — Como está? Tem alguma costela quebrada? Te agrediram?

— Calma! Eu estou inteirinha! — Nos soltamos e ela conferiu o meu corpo com o seu olhar atencioso. — Concorda?

— Concordo — me abraçou novamente. — Fiquei com tanto medo de te perder.

— Eu estou aqui agora.

— Foi tudo culpa minha, (s/a).

— Não, você não tem culpa de nada. As coisas acontecem e todas elas têm um motivo. Ainda não sei o que eu devo tirar de aprendizado dessa experiência estranha, mas, com o passar do tempo, tenho certeza de que vou descobrir — sorrimos uma para a outra.

Conversei por muitas horas com Somin e ela me contou que havia conversado com o senhor Lee sobre o meu "sequestro" e ele ficou comovido, concordando em me receber no hospital assim que eu voltasse para casa. Chorei mais um pouco, porém dessa vez de completa felicidade. Aquele era um indício claro de que a minha vida voltaria aos eixos novamente e eu estava mais do que pronta para isso.

— Joe tem uns amigos na polícia e você pode contar tudo a eles. Os criminosos que fizeram isso contigo serão presos rapidamente, eu tenho certeza — Somin disse ainda me olhando com atenção.

— É o que eu espero que aconteça.

No dia seguinte, logo cedo, fui até o hospital com o peito cheio de esperança. Sonhava com o momento em que o meu preceptor diria que eu estava apta para retornar ao meu posto de residente. Somin me encontrou na recepção e foi junto a mim até a sala do senhor Lee. Após me dar um beijo e desejar boa sorte, a minha amiga foi embora e eu entrei no escritório assim que bati levemente na porta.

— Senhorita (s/s) — o mais velho disse surpreso. — Está bem? — Levantou-se com pressa. Não parecia o senhor carrasco que eu costumava encontrar sempre que chegava atrasada. — Fizeram algo com você? Está machucada?

— Não, senhor Lee. Eu agradeço a preocupação — sorri. — Estou perfeitamente bem — ele suspirou de alívio e logo retribuiu o meu sorriso. — Tão bem que posso retomar o meu posto hoje mesmo — ele riu. — Senhor Lee, eu sei que me atrasei e que perdi a minha resid...

Criminal | Jeon JungkookHistórias para pegar e não largar. Descubra agora