A expressão "você estava no lugar errado e na hora errada" nunca fez tanto sentido como naquele momento. A entrada repentina dos seis homens empunhando armas poderosas, as ameaças entoadas em gritos, a pressão nos funcionários da joalheria de luxo...
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(S/N)
— Volte para o quarto — um homem ordenou ainda enquanto se aproximava de mim. Levantei do sofá em um pulo, surpresa. — Ordem do Wonho.
— Mas... Mas ele permitiu que eu ficasse aqui na sala — rebati. Minutos atrás, fiz aquele pedido apenas para que pudesse ficar atenta à movimentação deles em relação à cozinheira sob suspeita. — Dakho perguntou e o Shin autorizou.
— Mudou de ideia — foi breve na resposta. — Sobe.
— Quero falar com o Dakho — insisti. Eu não conhecia aquele empregado do Hoseok, então não ficaria sozinha com ele em hipótese alguma. Apesar de o perigo estar em todos os lugares, optei por ficar extremamente focada em cada parte. — Não vou sair daqui sem vê-lo.
— Dakho está ocupado.
— Sem chances — neguei com a cabeça e cruzei os braços. — Chame-o.
— Não será necessário — o coreano surgiu entre nós e eu soltei o ar que prendia, levemente aliviada. — Em um sinal de respeito, Wonho quer que você vá para o quarto agora.
— Sinal de respeito? — Franzi o cenho.
— Senhora! — Uma voz feminina ecoou pela casa e logo a cozinheira veio correndo na minha direção. — Eles querem me matar! Vão me matar! — Gritou, sendo rapidamente interceptada pelo homem que havia solicitado a minha subida antes. — Não permita!
— Encontraram algo? — Falei mais alto, nervosa. — Comprovaram a culpa dela?
— (s/n), por favor, suba — Dakho disse com seriedade. — Esse é um assunto interno.
— Por favor, senhora, não permita! — A mais velha se ajoelhou. — Por favor.
— Vocês não podem matar esta mulher! — Apontei para ela. — É uma senhora! O que vocês têm na cabeça? — Continuei com o volume elevado da voz, cada minuto mais apreensiva. Eu não conseguiria aceitar que Hoseok mandaria alguém matar uma mulher em uma idade relativamente avançada. — Poderia ser a sua mãe, Dakho.
— Minha mãe é mais velha e... — Cerrou os olhos. — Não... Definitivamente não — comprimiu os lábios. — A minha mãe não é metida com bandidos, com crimes... Ao contrário desta senhorinha aparentemente inocente aqui — também apontou para ela. — Fala — a encarou. — Diga pra (s/n) o que nos revelou minutos atrás no quarto do Wonho.
— Eu não disse nada!
— Como não? — Riu fraco. — Você assumiu o que fez.
— Não assumi! — Gritou, olhando-nos alternadamente. — É mentira, senhora! Eles querem tentar justificar o que não faz sentido algum!
— Ela está aqui a mando de um grupo rival — Dakho explicou e, em choque, eu arregalei os olhos. — A missão era vigiar e matar o Shin assim que pudesse.