82. Experiências perigosas

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[⚠️] • Este capítulo contém cenas de violência!

— Nós não temos nada pra conversar — as palavras simplesmente saíam da minha boca sem que eu pudesse processá-las. Ainda estava impactada com a presença de Jeongguk. — Vai embora antes que alguma mulher entre aqui, pense que você está tentando me forçar a alguma coisa, grite e isso se transforme em algo muito pior — falei com rapidez, nervosa. JK permaneceu calado na tentativa de normalizar a respiração. — E também...

— Não temos tempo — caminhou até a porta do banheiro a trancou, aumentando a minha surpresa. — Não temos mais do que cinco minutos.

— Como soube que eu estava aqui?

— Hoseok... — Buscou fôlego. — Tive que pressioná-lo.

— Você não pode...

— Escuta — correu até mim e eu me afastei depressa, assustada com a sua afobação. — Por favor, só me escuta.

— Abre isso agora! — Apontei para a porta. — Não vou ficar trancada contigo!

— Não é hora de fingir que não quer me ouvir — voltou a tentar se aproximar e dessa vez conseguiu me encurralar na pia, usando os dois braços para impedir que eu escapasse. — Sei que fiz algo horrível contigo, sei que te magoei, que te fiz passar por uma das piores situações da sua vida, mas, por favor, me escuta e faz o que estou te pedindo.

— Você sabe que não tem o direito de me pedir nada, não sabe? — A minha voz saiu bem baixa. Eu estava totalmente afetada por nossa proximidade.

— Sei — respirou fundo, mantendo os olhos escuros presos aos meus. O que ele escondia? — Só que estou aqui pra arriscar. Tenho que tentar porque não aguento mais dormir todos os dias sabendo que está tudo errado.

— Tudo errado? — O meu coração já batia descompassado e as minhas mãos formigaram. Engoli em seco.

— Sim.

— Então fale logo.

— Você vai fazer uma festa quando acabar a residência, correto? — Passeou os olhos pelo meu rosto.

— Vou participar — confirmei no mesmo segundo, apressada. — Será a festa de todos os residentes que estarão terminando a formação.

— Acontecerá no hospital, certo?

— Certo.

— Em que parte?

— Por que quer saber?

— Não temos tempo, (s/n).

— E por que tenho que corresponder à sua expectativa? Por que tenho que te dar todas as respostas que você quer depois de ter sido humilhada? — Questionei mais baixo ao perceber que o ambiente aumentava o volume da minha voz e que eu poderia ser facilmente ouvida por quem estivesse passando por ali. — Digo e repito que não confio em você. Não confio.

— (s/n)...

— Você teve todo esse tempo pra me procurar e dar explicações! Eu falei da possibilidade de chantagem...

— Não! Por favor, não vamos começar essa conversa aqui! — O seu pedido saiu embolado, atrapalhado por seu estado. Franzi o cenho. Jeon estava agitado demais. — Eu te imploro, (s/n) — segurou o meu rosto com as duas mãos e eu engoli em seco outra vez, um pouco espantada ao ver o seu desespero. — Te imploro! Por favor, me diz onde vai ser! — Seus olhos sequer piscaram e a sua sobrancelha direita não se moveu, então isso significa verdade. Mas e se fosse apenas uma encenação perfeita motivada pelo medo de ser pego e ter que se explicar para Hyorin? Porra... Não sei o que fazer! — Por favor, não há tempo — o seu tom choroso causou o meu suspiro. — (s/n)!

Criminal | Jeon JungkookHistórias para pegar e não largar. Descubra agora