A expressão "você estava no lugar errado e na hora errada" nunca fez tanto sentido como naquele momento. A entrada repentina dos seis homens empunhando armas poderosas, as ameaças entoadas em gritos, a pressão nos funcionários da joalheria de luxo...
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— Todos devem ter a noção bem clara de cada parte do caminho que faremos — Jeon dizia para os rapazes da base e da equipe reserva. Por se tratar de uma ação de grande porte, quase todos participariam ativamente. — O prazo pra decorarem é até a madrugada. Não vou aceitar erros, ouviram?
— Sim, senhor — os reservas disseram em uníssono.
— V irá nos guiar, mas nada vai adiantar se não soubermos pra onde estamos indo — o moreno continuou e eles assentiram com a cabeça em resposta. — Alguma pergunta? — Silêncio absoluto. — Ótimo! Se fizerem merda, eu acabo com vocês — disse enquanto já fechava a planta que anteriormente estava estendida sobre uma mesa colocada na sala de estar. — Limpem as armas e as deixem aqui na mesa. Como a operação será no fim da manhã, teremos que deixar tudo pronto ainda hoje.
— Os pontos já estão preparados e eu vou distribuir pra vocês daqui a alguns minutos — Jin disse. — Só preciso refazer a contagem.
— E você não acha melhor dar os pontos amanhã? — Falei, contrariando tudo o que havia combinado com Jeongguk. Era mais forte do que eu. — Eles podem perder e isso vai gerar atrasos.
— Se eles perderem, vão ganhar advertência — JK respondeu ainda encarando os reservas, que, temerosos, apenas concordaram freneticamente com a cabeça.
— Qual é a advertência? — Questionei alto, curiosa. Jeon apenas me olhou, sorriu e se aproximou para deixar um beijo na testa. E aquilo só poderia significar uma única coisa: era algo bem ruim para eles.
— Até amanhã, pessoal — RM interrompeu o silêncio que se formou. — Se dediquem que tudo vai dar certo — sorriu brevemente. — Boa noite.
— Você notou o nervosismo de todos, não notou? — Perguntei enquanto abraçava o meu namorado.
— Notei — JK suspirou. — Será a primeira ação dos reservas ao nosso lado, então já imaginávamos que eles estariam se borrando de medo agora. E, além disso, há a responsabilidade de invadir um banco — encolheu os ombros. — É muita coisa.
— Não seria o caso de ir apenas vocês? — Sugeri.
— Não dá, amor — riu. — O lugar é muito grande, precisamos mesmo de uma grande quantidade de gente — negou com a cabeça, entortando a boca logo após. — Fora o problema do tamanho, ainda teremos que lidar com os guardas e com a polícia, que com certeza aparecerá.
— Tem razão... Vocês precisam de muitas pessoas — suspirei alto, já preocupada com todos os rapazes. — Fique em segurança, por favor.
— Eu vou ficar, meu amor — riu fraco antes de beijar a minha testa mais uma vez. — O que acha de dormirmos aqui? Voltar pra casa agora me faria ficar algumas horas dirigindo e eu preciso descansar pra amanhã.
— Entendo completamente — assenti enquanto falava. — Vamos ficar aqui e não se fala mais nisso — estiquei-me para beijá-lo.
Jeongguk estava muito cansado e nervoso e, para tentar relaxá-lo um pouco, eu até fiz uma massagem em suas costas, porém não surtiu efeito algum e era bastante compreensível. Jeon não estava habituado a realizar aquele tipo de operação e qualquer erro poderia levá-lo à prisão. Enquanto o moreno pensava em todos os possíveis problemas que poderiam acontecer amanhã, eu refletia sobre o real motivo para que o assalto fosse realizado. A filha de Namjoon deve estar sofrendo em um hospital agora, mas será que, quando crescer, ela aprovará a atitude desonesta do pai? É um assunto extremamente complicado que eu não conseguia opinar, pelo menos não nesse momento em que estou envolvida com eles.