48. Conversa

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Mais alguns dias se passaram e eu chorei em todos eles por sentir falta do desgraçado do Jeongguk

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Mais alguns dias se passaram e eu chorei em todos eles por sentir falta do desgraçado do Jeongguk. Pensei que estava bem e que havia superado o que aconteceu, mas não. O que mais me magoava era que ele nem sequer havia se dado ao trabalho de tentar uma comunicação para se explicar ou simplesmente dizer que não dávamos certo. Porém, no fundo, eu ainda tinha esperanças de que Jeon me procuraria em algum momento para pedir desculpas. Sim, eu sou uma otária. Era sexta-feira à tarde e Somin acariciava os meus cabelos enquanto eu chorava, mais uma vez, pelo homem que tanto amava.

— Você precisa superá-lo — ela suspirou. — Jeon não tentou contato em momento algum e não merece essas lágrimas. Eu sei que dizer isso não adianta de nada, mas vou falar quantas vezes for preciso até que você finalmente faça.

— Eu sinto falta dele — murmurei. — Do cheiro, da boca, da risada, das mãos acariciando o meu rosto, dos cabelos tão macios... — chorei ainda mais ao lembrar do dia em que fiz um penteado fofo com os seus fios. — Eu o amo tanto!

— Olha, amiga, você só tem duas opções nesse caso — respirou fundo, parando os carinhos e me fazendo virar para encará-la. — Ou você esquece o JK ou vai atrás dele, diz tudo o que está guardado aí e tenta recuperar o namoro.

— Você sabe que eu não conseguiria fazer a segunda opção nem se quisesse muito.

— Mas você quer.

— Quero.

— Se precisar de minha ajuda pra algo, eu estou aqui.

— Obrigada — sorrimos uma para a outra e ficamos em silêncio, pelo menos até a loira gritar e me assustar. — O que aconteceu?

— O que acha de ligar pra ele? — Somin tinha os olhos arregalados, como se tivesse uma ideia irrecusável. — Eu posso falar e perguntar o que o fez se distanciar desse modo.

— Não. Pareceríamos adolescente se nos submetêssemos a isso — falei rindo e ela soltou uma gargalhada alta. — Você é louca, Kwon.

Ela iria responder, mas foi interrompida pela campainha. Nos encaramos confusas por um momento até que eu decidi levantar para atender. Meus pais saíram para almoçar juntos e ficamos apenas nós duas na casa, então isso nos deixava um pouco apreensivas. Mas eu confiava na equipe reserva e sabia que eles não deixariam de me vigiar um minuto sequer. Quanto a escolta da polícia... Bem, eu teria que esperar por um processo administrativo que aparentemente era um pouco longo. Isso aqui parecia o Brasil.

— Ah, Jimin... Que susto! — Soltei o ar que prendia com força, apoiando-me na parede ao meu lado. Park, sem esperar por um convite, entrou rapidamente. — Não permiti.

— Quem é essa mulher? — Apontou para Somin. Só ao virar-me na direção da moça, vi que ela segurava uma frigideira. — Você acha que isso vai machucar alguém seriamente? — O loiro arqueou uma sobrancelha e riu alto.

Criminal | Jeon JungkookHistórias para pegar e não largar. Descubra agora