A expressão "você estava no lugar errado e na hora errada" nunca fez tanto sentido como naquele momento. A entrada repentina dos seis homens empunhando armas poderosas, as ameaças entoadas em gritos, a pressão nos funcionários da joalheria de luxo...
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(S/N)
— Por que está tão aflita? — Somin perguntou quando me fez parar de andar ao segurar os meus braços.
— Eu acho que tem algo de errado acontecendo ao meu redor.
— Tipo o quê? — Franziu o cenho. — Ainda está com aquela ideia de que estão te seguindo?
— Estou — engoli em seco. — Eu tive a sensação de estar sendo observada quando saí de casa hoje cedo — olhei ao redor mais uma vez e suspirei. — E o pior é que não sei o que fazer. Queria acionar a polícia, mas algo me diz que não devo fazer isso.
— Por quê?
— Pelo modo como Jeongguk agiu, isso tem ligação com ele.
— E, por causa do Jeon, você vai continuar passando por isso? — Cruzou os braços e bateu o pé no chão. — Não pense nele, (s/n).
— Eu acredito que é ele que pode me ajudar.
— Você enlouqueceu completamente... — murmurou e riu fraco em seguida. Eu estava apreensiva demais para brincadeiras. — Mas, de qualquer forma, o Jeongguk sumiu desde ontem.
— Não sei o que acontece, mas eu acho que ele vai aparecer e me dar uma notícia ruim — mordi o lábio inferior, nervosa.
— Espero que não apareça, então — riu fraco e dessa vez eu tive que acompanhá-la. — Saiba que o amigo do Joe pode aparecer a qualquer momento nessa história. Você não está totalmente vulnerável.
— E eu fico muito agradecida por isso — suspirei antes de abraçá-la com força.
— O seu celular está tocando — apontou para o aparelho sobre a cama. Caminhei apressadamente até o local e atendi a ligação de Jeon.
— Jeongguk?
— Oi — sua voz saiu baixa. — Você está bem?
— Estou — respondi da maneira mais breve que o nervosismo me permitia e logo pude ouvir o seu suspiro de alívio. — Preciso que me conte o que está acontecendo de verdade porque eu tive a sensação de estar sendo seguida de novo, Jeongguk — falei rápido antes que ele negasse saber de algo. — Eu sei que você sabe.
— Eu só descobri há algumas horas, (s/a).
— E o que aconteceu? — Perguntei rápido e alto.
— Preciso te encontrar. Na verdade, nós precisamos.
— Quem?
— Eu e... Os rapazes — um silêncio se instaurou na ligação e eu respirei fundo antes de tomar coragem para falar.
— Eles são confiáveis? — Perguntei baixo, mas o suficiente para que ele ouvisse. — Eu não confio cem por cento em você, mas te conheço fora do crime e isso vale de algo — mordi o lábio inferior, receosa.