Por fim, V espelhou o celular de Hyorin em seu notebook e recebeu as novas notificações durante seis horas. Kang se livrou do aparelho assim que saiu do hospital com Jeongguk, porém tudo o que conseguimos capturar foi um grande lucro. Kim também se apossou do último backup feito no celular e ali teve acesso a todas as conversas e arquivos que Eunbi guardava. E é óbvio que nenhum deles continha as provas contra mim. Seria burrice deixar esse material tão vulnerável. Tae assumiu o compromisso de conferir cada item na busca por informações importantes e eu sentia que a conversa com Jimin iria nos ajudar. Falando nele, optei por ignorar a sua mensagem e seguir a minha rotina.
— Taehyung tentou descobrir a localização do JM a partir da resposta que eu recebi, mas não funcionou — bufei. — Foi tudo muito rápido.
— É um desgraçado... — Somin entortou a boca. — Mas estou curiosa — remexeu-se no sofá da sua casa. — O que Hyorin fez quando devolveram a bolsa dela? — Ri ao lembrar do relato do meu segurança. Toda a cena aconteceu ontem e só hoje eu pude encontrar a minha amiga para conversar. — Fala logo!
— O segurança me contou que ela pegou o celular, mexeu um pouco nele, ergueu a cabeça como uma metida e olhou pra todos com desprezo antes de ir embora.
— E não disse nada?
— Disse.
— O quê?
— Que só não me desarmou e não me atacou porque eu estou grávida.
— Como é? — Nós duas gargalhamos. — Que louca! Essa mulher é uma vergonha! — Concentrei-me em Sungjae, que tentava colocar um de seus brinquedos na boca. Esforcei-me para impedi-lo enquanto a sua mãe continuava rindo. — Quando ela ficou tão fraca?
— Hyorin está realmente enfraquecida, parece que as preocupações com o futuro ao lado de Jeongguk estão atormentando aquela mente perversa — analisei. — Mas se tivesse condições de reagir ao meu ataque, Eunbi não hesitaria nem por um segundo.
— É, eu também acho.
— Só que ela estava encurralada e sabia disso — ri fraco. — Se fizesse qualquer movimento brusco, corria o risco de terminar o dia com uma bala em alguma parte do corpo.
— Cacete! — Somin sorriu abertamente. — É a minha amiga mostrando quem é que manda!
— E se tivesse condições de reagir, Eunbi faria questão de tentar assumir o controle somente pra me humilhar dizendo que teria misericórdia e que não atacaria uma grávida — concluí. — Eu a conheço o bastante pra saber que seria dessa forma, que ela tentaria sair dali como a vencedora. Tenho certeza.
— Mas aquela demônia não teve chance! — O sorriso de Kwon ficou ainda maior. — E o Jimin deve ter ficado furioso! — Eu sorri também. Nós estávamos satisfeitas. — Mandou Hyorin fazer uma tarefa aparentemente simples e tudo desandou. Você surpreendeu os dois.
— E é assim que vai ser daqui pra frente — falei com firmeza, determinada. — Quero que todos os planos daquele louco deem errado. Com coragem e muita cautela, é claro, eu também vou mover as minhas pecinhas.
— Você me deixa em um misto de orgulho e medo quando fala desse jeito.
— Não sinta medo — voltei a interagir com Sungjae, que rapidamente colocou um brinquedo enxarcado de saliva na minha mão. Fiz careta. — Daqui a pouco é o meu filho que estará aqui fazendo isso e você acha que eu tenho tempo a perder? — Ri. — Quero ter paz pra aproveitar esses momentos e a melhor alternativa pra encurtar esse caminho é bater de frente com o meu maior problema.
[...]
Duas semanas se passaram e eu estava cada vez mais nervosa por saber que a hora de conhecer o meu bebê se aproximava. A ansiedade não me permitia dormir bem e às vezes eu me pegava sentada na cama alternando entre conversar com o meu filho ou a minha filha e fazer planos para atrapalhar a progressão de Jimin. Sendo muito sincera, a situação com Hyorin aumentou a minha confiança. No entanto, me preocupo e me questiono se me iludi a ponto de pensar que estou pronta o suficiente para sustentar um embate direto com JM. Será que devo? De qualquer maneira, tenho que me policiar para manter o pé no chão e garantir a segurança de todos que amo.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Criminal | Jeon Jungkook
FanfictionA expressão "você estava no lugar errado e na hora errada" nunca fez tanto sentido como naquele momento. A entrada repentina dos seis homens empunhando armas poderosas, as ameaças entoadas em gritos, a pressão nos funcionários da joalheria de luxo...
