104. Ao limite

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[⚠️] • Este capítulo contém cenas de violência!

— Vamos, JK — RM segurou o meu braço quando o som da outra porta sendo chutada ecoou ao nosso redor. — O que está esper...

— É o Haewoo ali — apontei para o berço, incapaz de mover as minhas pernas. Estou emocionado, preocupado, feliz, com medo, aliviado. Uma mistura que me paralisa.

— O quê? — Namjoon passou por mim, retirou a sua balaclava e se aproximou do berço para conferir o que acontecia. — Caramba... — Sorriu. — É ele mesmo! É o Haewoo! Está tão escondidinho no meio das almofadas que nós não... — Me olhou e se calou. — O que está esperando, cara? Vem pegar o seu filho!

Ao ouvir isso, tive a certeza de que esse momento é real. Eu encontrei o meu filho. Andei depressa até os dois, entreguei o meu fuzil para RM e tirei a minha balaclava antes de encarar o meu Woo. Sorri para ele e quando fui retribuído, não pude mais suportar. Liberei o choro e me estiquei para retirá-lo do berço e ampará-lo em meus braços. Abracei-o tão forte que ouvi o seu resmungo. Enchi o seu rosto de beijos, apertei-o contra mim, acariciei os seus cabelos e as suas costas e chorei o quanto pude. Haewoo estava alheio a tudo, era só uma criança e não tinha noção do risco que corria. E isso me aterrorizava ainda mais.

— Meu filho... Meu Haewoo... — Afastei os seus cabelos do seu rosto com um pouco de dificuldade, pois ele estava com um abafador de ruído posicionado nas orelhas. — Prometo que isso nunca mais vai se repetir — beijei a sua testa. — Você não vai passar por nada parecido de novo — olhei-o nos olhos. Woo sorriu novamente. — Prometo que nunca mais ficaremos longe um do outro. A partir de hoje eu vou estar presente na sua vida do jeito que tem que ser e vou te proteger daquele louco — abracei-o mais uma vez. — Eu te amo, filho.

— Pelo menos o JM foi minimamente cuidadoso e providenciou um abafador para o Haewoo — RM falou. — Por isso ele não está apavorado agora.

— Sim — suspirei ao lembrar do que acontecia aqui dentro. O meu filho ainda não está seguro e a minha namorada continua desaparecida. — Precisamos encontrar a (s/n).

— Você leva o Woo pra casa e nós resgataremos a (s/n).

— Não, não, não... — Balancei a cabeça negativamente. — O nosso combinado foi levar os dois pra casa.

— E você vai mesmo segurar este fuzil com o seu filho no colo? — Ergueu a arma. — Vai sair por aí atirando e arrombando todas essas portas segurando o seu bebê?

— Cacete... — Murmurei e respirei fundo. — O plano era encontrá-los ao mesmo tempo e sair daqui com os dois juntos.

— Mas isso não aconteceu e nós temos que adaptar — rebateu. — Você é a única pessoa que pode tirar o Haewoo daqui em segurança, ou seja, você tem que ir embora o mais rápido possível.

— E a...

— JK, não há ninguém no quarto da frente — um reserva retornou para o cômodo que estávamos. Os demais apareceram em seguida. — Quais são as instruções?

— Derrubem todas as portas! — Namjoon disse. — Encontramos a criança e vamos tirá-la daqui assim que conferirmos o que há nesses quartos.

— Enquanto isso, dois de vocês ficarão conosco pra nos dar proteção — pressionei Haewoo contra o meu peito. — Vão depressa! Nós não temos tempo! — Eles rapidamente fizeram o que ordenamos. — Você tem que ir também — falei para RM. — Quero que cuide da (s/n) quando encontrá-la. Jay vai estar sedento pra capturar o Jimin e ela pode ficar vulnerável.

— Não se preocupe, eu vou cuidar dela — estendeu a sua mão para mim e eu a apertei firmemente. Depois, Namjoon acariciou a cabeça do meu filho e sorriu. — Eu vou trazer a sua mamãe de volta, está bem? Confie no seu tio.

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⏰ Última atualização: Mar 29 ⏰

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Criminal | Jeon JungkookHistórias para pegar e não largar. Descubra agora