A expressão "você estava no lugar errado e na hora errada" nunca fez tanto sentido como naquele momento. A entrada repentina dos seis homens empunhando armas poderosas, as ameaças entoadas em gritos, a pressão nos funcionários da joalheria de luxo...
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— O quê? — Praticamente gritei. Estava bem assustada. — Morar contigo? Eu e você?
— É, na minha casa — mordeu o lábio inferior, apreensivo. — Nós dois.
— A casa na praia?
— Não, a casa que moro em Seul.
— Com os seus pais?
— Eu não moro com eles. Tenho uma casa onde vivo sozinho — riu brevemente e o silêncio se instaurou de novo. — Você quer?
— Quero — respondi baixo após engolir em seco. Era tudo tão precipitado e repentino, mas ao mesmo tempo parecia ser tão certo.
— Eu vou te proteger — disse com firmeza. — Pretendo contratar uma equipe especializada nisso pra reforçar — me olhou por um breve momento. — Você realmente quer ficar comigo? Se preferir continuar na sua casa, eu posso transferir a mesma equipe pra lá.
— Eu teria os reservas e a sua equipe contratada fazendo a minha proteção lá em casa?
— Isso, mas seria tudo de forma sutil. A polícia vai acompanhar o caso e eles não podem suspeitar.
— Eu me lembrei de algo — ri fraco, negando com a cabeça. — Não falei o meu nome, eles não sabem que sou eu.
— É? — Me olhou rapidamente. — Então não há problema algum — sorriu. — Isso é maravilhoso. Continuaremos com o plano, sem adaptações — riu soprado. — Você deveria ter falado isso antes, evitaria tudo aquilo.
— Eu não lembrei — murmurei. — E... E os outros?
— Vão entender em breve. Eles só precisam de um tempo e de uma conversa comigo.
— O que vai fazer?
— Vou falar o que você me disse agora. A polícia não sabe o seu nome e isso vai dificultar as buscas — sorriu abertamente. — Se não sabem a sua identidade, não podem ir até a sua casa pra coletar informações. As buscas nos galpões serão inevitáveis, mas isso é fácil de contornar.
— Muito obrigada, Jeongguk. De verdade.
— Não me agradeça — sorrimos um para o outro e o silêncio pairou no local. — Tomou uma decisão final?
— Vou com você — falei firme. Jeongguk me olhou no mesmo instante, parecia surpreso. — Não quero mudar a rotina dos meus pais, além de também não querer que eles se assustem. Ter duas equipes em função da minha proteção vai causar um impacto muito grande.
— Ótimo — soltou o ar que prendia e sorriu abertamente. — Você pensou com coerência. Levar esses problemas para os seus pais não vai fazer bem pra eles e muito menos pra você, que vai se preocupar ainda mais.
Acariciei os seus cabelos por um breve momento e ele me olhou assim que diminuiu a velocidade do carro. Sorri, sendo retribuída no instante seguinte, e me estiquei para deixar um beijo em sua bochecha. O caminho demorou um pouco, já que estávamos voltando para Seul em velocidade moderada, e eu mandei uma mensagem para a minha mãe avisando que estaria na cidade, porém na casa de um amigo. Eu contaria tudo o que estava acontecendo assim que a encontrasse pessoalmente.