No dia seguinte, despertei com uma sensação boa. Parecia até que eu havia tido um contato físico com Jeongguk. Vê-lo, mesmo que bem distante de mim, me deu uma carga completa de alegria. Estou feliz. Levantei sorridente naquele sábado e a manhã ensolarada que se revelou quando a minha cortina se abriu me deixou ainda mais satisfeita. Que dia lindo! Merecia uma caminhada para contemplá-lo! Porém, principalmente depois de ontem, reconheço que estou exigindo muito da minha equipe de segurança e penso que é melhor não dar tanto trabalho. Sendo assim, desci para tomar café da manhã com os meus pais e me envolvi em uma conversa com eles sobre a nossa família no Brasil. A minha mãe queria visitá-los, mas o meu pai não apoiava a ideia e tinha razão. Jimin está no meu encalço e não é nada prudente visitar os nossos parentes enquanto um louco me persegue. Isso serviria apenas para prejudicar quem está alheio a todo o drama que vivemos aqui. Não podemos comprometer os nossos familiares que em nada têm culpa.
— Filha, o seu celular está tocando — a minha mãe avisou e eu me dediquei a ouvir o toque para identificar qual dos dois celulares recebia uma chamada. Era o meu aparelho comum.
— Deve ser a Somin — ri. — Ela está bem nervosa porque estamos cada vez mais perto do nascimento do bebê Jung.
— Estou ansiosa pra que ele ou ela chegue logo! — A mais velha sorriu abertamente enquanto eu levantava para pegar o celular. — Parece até que é o meu netinho que está por vir!
— Seu neto? — Sorri. — Você ainda vai ter que esperar a passagem de longos anos, mãe! — Completei e nós três rimos. — Não vai acontecer tão cedo! — Alcancei o meu aparelho e vi o nome de Hoseok na tela. — Fala, Jung.
— (s/n)... Por favor... — A sua respiração ofegante me paralisou. Será que é algo grave? Jimin agiu de novo? — Você... Aqui...
— Foi ele? O JM? — Disparei, tensa. Os pés descalços fincados no chão. — Ele fez...
— Não... Não... — A sua voz saiu mais fina. — Somin... Dor... Gritando muito e... Ah! — Gritou quando alguém gritou primeiro. Só então compreendi tudo. — Vem logo, por favor!
— É o bebê? — Encarei os meus pais, que exibiam os olhos bastante arregalados. — O bebê vai nascer?
— Vai! — Gritou, tomado pelo desespero. — O meu filho está vindo!
— Calma! Respira! — Pedi enquanto ouvia os gritos de Somin do outro lado da linha. — Foca na minha voz aqui, Hoseok! Só em mim!
— Vai nascer? — A minha mãe perguntou.
— Está chegando — ri ao vê-la bater palmas em comemoração. — Hoseok...
— Está chegando? Agora? — A sua voz saía esganiçada, denunciando o seu descontrole. Somin já havia me avisado que Jung perdia completamente a noção quando estava sob pressão em um cenário novo. De acordo com ela, o seu namorado misturava as ideias e falava absurdos como se fizessem algum sentido. Não quero nem imaginar como JH reagiu e como os rapazes o controlaram na primeira vez que qualquer parte do planejamento deu errado durante um assalto. — A cabeça vai sair? Mas como é? De repente assim? — Me metralhou com as perguntas. Eu corria pela escada em direção ao meu quarto, já que precisava encontrá-los para ajudar. — Somin, abre as pernas! — Pediu em um grito que me obrigou a afastar o celular do ouvido. — A cabeça vai...
— Você é louco? — Gritei também, atordoada. — Não fala essas coisas perto dela! E eu não disse que a cabeça vai sair agora e que... — Bufei ao perceber que estava me atrapalhando tanto quanto ele. — Cala a boca, está bem? Fica calado! — Ordenei. — Eu vou sair de casa e nós nos encontraremos no hospital — avisei. — Onde vocês estão?
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Criminal | Jeon Jungkook
FanfictionA expressão "você estava no lugar errado e na hora errada" nunca fez tanto sentido como naquele momento. A entrada repentina dos seis homens empunhando armas poderosas, as ameaças entoadas em gritos, a pressão nos funcionários da joalheria de luxo...
