A expressão "você estava no lugar errado e na hora errada" nunca fez tanto sentido como naquele momento. A entrada repentina dos seis homens empunhando armas poderosas, as ameaças entoadas em gritos, a pressão nos funcionários da joalheria de luxo...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
— Oi, Somin — murmurei assim que atendi. Havia sido despertada pelo barulho estridente do toque do meu celular. — Antes de qualquer coisa, saiba que a minha noite foi péssima, eu só dormi por três horas e estou muito cansada — suspirei. — O que aconteceu?
— Nossa! Bom dia pra você também! — Riu. — Amiga, você está em casa?
— Não, te falei que estou na casa do...
— A casa dele agora é sua — mesmo de olhos cerrados, me esforcei para revirá-los. Kwon não tinha jeito. — E aí?
— Nesse momento, eu estou no galpão.
— Mas você não estava pela cidade até ontem?
— Longa história — suspirei. — O que houve?
— A Chaewon e a Mirae querem fazer uma confraternização só pra nós quatro.
— Ah, que pena... — lamentei. — Não posso sair da casa do Jeongguk sem ele, você sabe disso.
— Mas...
— Somin, eu estou muito cansada — a interrompi, já sabendo o que a loira iria dizer. Eu não tinha paciência para argumentos agora. — Volto hoje e você pode ir me visitar nos próximos dias.
— Então será que poderíamos nos reunir lá?
— Na casa do Jeon?
— Isso!
— Você enlouqueceu? — Pelo susto, sentei-me rapidamente. Apenas Somin possuía o dom de me acordar dessa forma. — Quer levar duas pessoas alheias a tudo pra dentro da casa do meu namorado? Quer que ele seja preso?
— Elas são nossas amigas também.
— Você é a minha amiga — corrigi. — Gosto das duas, mas não acho que devem ser inseridas nesse assunto.
— Ah, isso foi tão fofinho — pelo seu tom de voz, eu já sabia bem que a minha amiga sorria. Não pude deixar de rir. — Eu posso te visitar hoje? Quero te contar umas coisas.
— Hoje não dá — levantei-me da cama e me espreguicei. — Tenho uma DR marcada com o Jeongguk.
Após convencê-la de que não poderíamos nos encontrar hoje, finalmente pude desligar a ligação e pegar mais algumas peças de roupa para tomar outro banho. Abri a porta do quarto e me assustei quando alguém caiu sobre os meus pés no mesmo instante. Tapei a boca para abafar o grito de susto e logo em seguida fechei os olhos e suspirei de alívio quando reconheci o meu namorado em um sono profundo ali. Jeongguk arrumou-se no chão, fazendo a mão de travesseiro, e murmurou algumas coisas indecifráveis.
— Jeon — chamei, mas não fui respondida. — Jeongguk — insisti, mas nada. — Amor — nenhuma resposta.
Após me afastar um pouco, me abaixei para ficar mais próxima dele e sorri ao vê-lo dormir tranquilamente. Não consegui me controlar e acabei por estender a mão para acariciar os seus cabelos escuros, sentindo a maciez dos seus fios em meus dedos. Imersa em pensamentos sobre a noite anterior, me sentei no chão e o observei mais um pouco. Ainda não podia acreditar que o vi tão desestabilizado ontem. Para assustá-lo o mínimo possível, passei a chamá-lo mais baixo enquanto mantive o carinho. Jeon murmurou algumas palavras aleatórias e, ainda sem me conter, me aproximei para dar-lhe um selinho.