— Então é isso! — Sorri para a paciente. — Estarei aqui no dia do procedimento e passarei no seu quarto pra fazer uma visita, saber se está tudo bem... — Levantei da minha cadeira e a acompanhei até a porta. — Qualquer dúvida, por favor, fale comigo pelo celular. Estou disponível.
— Eu agradeço, doutora — a mulher me reverenciou e eu fiz o mesmo. — Até logo.
Após acenarmos uma para a outra, a minha paciente seguiu pelo corredor e eu suspirei de alívio ao lembrar que ela era a última pessoa que deveria ser atendida por mim hoje. Hora de ir para casa. Depois de um dia exaustivo que começou às cinco da manhã, agora, às seis e meia da noite, eu recolhia os meus pertences para ir até o estacionamento do hospital. Caminhei em passos lentos pelas dependências da unidade e passei na sala de Somin para me despedir, pois a minha amiga ficaria ali por mais uma hora e não me acompanharia. Conversamos brevemente sobre o almoço que ela daria na sua casa para Jeongguk, Hoseok e eu e logo após dei início ao meu trajeto até o meu veículo enquanto trocava algumas mensagens com Jeon. O meu namorado teve um dia de trabalho tão cansativo quanto o meu.
— Senhorita! — Alguém chamou e eu localizei o homem quando olhei para trás. Ele me encarava. — Olá! — Sorriu. — Boa noite.
— Boa noite — mantive o tom habitual de voz, porém não escondi a desconfiança ao franzir o cenho. — Algo errado?
— Eu sou da base do JP — apresentou-se com cautela. — Ele quer falar com a senhorita.
— O Jay?
— Sim — observou o espaço pouco movimentado ao nosso redor. — Ele está ali no carro. Me acompanha?
— Onde?
— Ali — apontou para um veículo preto parado a alguns metros de nós. — Pode confiar.
— Liga pra ele — determinei firmemente. Eu não aceitaria tão fácil, não me colocaria em risco ao acompanhar alguém que nunca vi antes. — Só saio daqui depois de falar com o JP.
— Eu... Eu... Bem... — Passou as mãos no rosto, nervoso. — Eu não tenho o número.
— Como não tem? — Dei dois passos para trás, cada minuto mais tensa. — Se não tem, você não é da equipe.
— Eu sou! — Disse alto. — Só que... Ah, céus...
— Não te acompanho — aumentei o volume da voz também. — E não insista — completei. — Os seguranças daqui estão circulando pelo estacionamento e eu juro que grito por socorro.
— Não! — Arregalou os olhos, assustado. — Por favor, não!
— Então me deixa em paz — mantive a firmeza. — Eu estou armada — informei em tom de ameaça. — Você não quer se machucar, quer?
— Jamais.
— Pois bem... — Arqueei uma sobrancelha e, esbanjando uma falsa autoconfiança, andei na direção que seguia anteriormente. — E não me segue! — Gritei.
— Senhorita! — O homem insistiu. — Por favor, senhorita!
— Quem é esse cara? — Sussurrei enquanto mantinha o ritmo dos meus passos. — O que ele quer? — Digitei o número de Jeongguk, aproveitando que estava com o meu celular nas mãos, e iria ligar bem no instante em que um carro preto parou ao meu lado e roubou a minha atenção.
— Boa noite, doutora! — A voz de Jay me fez soltar com força o ar que prendia. — Vejo que está sendo incomodada — o encarei quando a janela abriu completamente. Ele estava dirigindo o automóvel. — Quer uma ajudinha?
— É da sua equipe? — Questionei.
— Sim, é — riu soprado. — Estava em teste e acaba de ser reprovado! — A sua voz ecoou pelo estacionamento e provavelmente foi ouvida pelo homem, que bufou. — Ao contrário da senhorita, que foi aprovada.
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Criminal | Jeon Jungkook
FanfictionA expressão "você estava no lugar errado e na hora errada" nunca fez tanto sentido como naquele momento. A entrada repentina dos seis homens empunhando armas poderosas, as ameaças entoadas em gritos, a pressão nos funcionários da joalheria de luxo...
