33. "Eu a amo"

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— Ela não pode ficar lá, RM! — Jin falava repetidas vezes.

— Não pode? — Riu sem vontade. — E ela pode nos trair dessa forma, Jin? — Gritou. — Lembra-se do que acertamos? Eu fui bem claro quando disse que sairíamos dessa se a (s/n) fizesse algo contra nós — seguiu no mesmo tom. Fechei os olhos com força e respirei fundo, lamentando por ter agido de forma tão impulsiva.

— Sim, mas...

— Eu sei que ela ainda estava assustada com a nova imposição do Jay e que bebeu, mas isso não é justificativa — interrompeu o amigo. — Ela tinha que ser leal. Qual é? A via aqui é de mão única? Ela tinha que confiar no nosso acordo, porra! — Ele parecia bem irritado e eu sabia que tinha razão em tudo o que dizia, mas era difícil estar na minha posição também. Eles estavam demorando para agir e a minha situação estava ficando ainda mais complicada.

— Vamos ouvir melhor o que ela tem pra dizer — SJ insistiu.

— (s/n) tem que aprender que não somos idiotas — me encarou completamente sério. — Ninguém nos faz de bobos. Jeongguk pode estar pagando por sua proteção, mas nós temos livre arbítrio pra abandonar o barco a qualquer momento.

— Namjoon, isso é totalmente desnecessário — JH se pronunciou e seguiu o rapaz até a sala que eu ficaria de "castigo". Enxuguei completamente o meu rosto, respirei fundo e segui firme até os dois. Era hora de assumir o que fiz. RM estava certo. Eu trai a confiança de todos e agora tinha que arcar com as consequências. — (s/a), não precisa fazer isso.

Ainda um pouco acanhada, adentrei a sala e ocupei uma das cadeiras que havia ali. Namjoon saiu para buscar algo enquanto J-Hope pedia para que eu saísse imediatamente do local. O rapaz logo voltou com a chave da porta e após me olhar com decepção e balançar a cabeça negativamente, fechou e trancou a salinha. Ótimo, aqui estamos novamente. Você é muito burra, (s/n). Como pude pensar que ligar para a polícia sem avisá-los era a melhor solução?

— Vou ligar para o Jeongguk! — Hoseok anunciou e eu pude ouvir os seus passos apressados se distanciarem.

O que parecia ser minutos depois, V apareceu no corredor para me perguntar o porquê de eu ter feito aquilo. E, bem, eu não tinha muito o que dizer além do que já tinha falado, então apenas reforcei meus argumentos; acrescentando que a bebida me encorajou e me trouxe pensamentos incoerentes naquele momento. Eu queria convencê-lo a acreditar em mim do mesmo modo que JH acreditava, mas estava complicado. Tae apenas suspirou e se foi se dizer nada. Podia ouvir os resmungos de Suga dizendo que odiava ser enganado e que odiava o fato de estar sentindo tanto a "apunhalada nas costas" que eu lhes dei.

Eu realmente havia feito uma grande besteira e reconhecia isso com clareza, mesmo que ainda estivesse levemente atordoada por conta da bebida. Acredito que fui tomada por uma mistura de desespero e apreensão pelo fato de continuar ali sem perspectiva de nada, já que Jay poderia recusar a tentativa de acordo e tudo estaria perdido dali adiante. Também me senti irritada com toda a história de Hyorin, o sumiço de Jeongguk na noite de ontem e no dia de hoje e pela ligação que foi interrompida de uma maneira estranha pela parte dele. Tudo se misturou e eu não aguentei. Sou uma fraca.

— (s/a)! — Hoseok chamou.

— Estou aqui — fui até a porta com rapidez.

— Jeongguk não atende, mas eu não vou desistir — seu tom era de preocupação.

— Deve estar com aquela vad... Com uma moça que o chamou enquanto estava na ligação comigo — respirei fundo tentando me controlar. Isso era sério? Eu estou aqui sendo castigada por traição enquanto JK estava na companhia de uma mulher que eu não conheço?

Criminal | Jeon JungkookHistórias para pegar e não largar. Descubra agora