— Às vezes me assusto quando você fala assim — confessei. — Não gosto.
— Só quero deixar claro que tudo vai mudar — Jeongguk reforçou. — Você está livre daquele filho da puta do Wonho e vai poder oficialmente retomar a sua vida, vai continuar de onde parou.
— Não, não — neguei com a cabeça e o maior franziu o cenho. — Se continuar de onde parei, considerando o fato de que isso começou antes de iniciarmos o nosso namoro, você não estará na minha vida — acariciei as suas bochechas devagar, com carinho. — E eu quero estar contigo pra sempre — beijei o seu queixo. — Não quero nunca mais ficar longe de você, Jeongguk.
— E não vai — a sua voz surgiu entrecortada. — Nunca — manteve o nosso contato visual. — Acabou o tormento, (s/n). Você está livre e não há mais ninguém neste mundo que ousará tentar te tirar de perto de mim — puxou-me ao seu encontro, grudando apenas os nossos troncos. — E se o desgraçado do Shin tentar de novo, dessa vez juro que vou matá-lo.
— Não repita isso, Jeon! — Repreendi-o. — Vem, levanta — fiquei de pé e segurei a sua mão, convencendo-o a fazer o mesmo. Quando estivemos frente a frente, voltei a segurar o seu rosto e o obriguei a me encarar. — Você não pode matar o Shin, independentemente do que ele faça comigo.
— O quê? — Riu soprado.
— A sua família precisa de você e o meu lance com o Hoseok é algo do passado, de quando eu nem pensava em vir pra cá — suspirei. — Não quero que estrague a sua vida por minha causa.
— Mas...
— Me prometa — insisti. — Prometa que nunca vai matar ninguém.
— (s/n)... — Interrompeu-se e respirou fundo.
— Por favor, amor — continuamos nos olhando. — Promete.
— Prometo — bufou depois de falar a contragosto. — Só que não vou desistir de entrar agora na delegacia e acertar as minhas contas com ele.
— Como é?
— É isso que você ouviu!
— Não! Você não vai! — Segurei a sua camiseta e a apertei com força entre os meus dedos. — Não vai, está ouvindo? — Chacoalhei-o brevemente, com muito esforço. — Chega disso! Eu só quero paz!
— Parece que você está conformada! — Disse alto. — Que saco!
— Claro que não estou conformada, Jeongguk! — Aumentei o volume da voz também. — Só que eu não quero que a minha vida permaneça sendo horrível e isso vai acontecer se você for lá, agredir o Wonho e passar a ter problemas por esse ataque — justifiquei. — Acha que o Dakho vai gostar?
— Foda-se o Dakho!
— Onde está o RM pra te parar? — Balancei negativamente a cabeça. — Você só escuta ele! Eu não sirvo pra nada! — Decidi mudar a tática. Talvez funcionasse fazer um pouco de drama. — Nada que eu falo é importante!
— (s/n)... Amor... — Liberou um longo suspiro. — Não é assim.
— O policial disse que... — Olhei para o lugar onde o homem estava, porém percebi que estávamos sozinhos ali. — Disse que eu ganhei a proteção do Jay e que ele vai monitorar os passos do Wonho.
— Ganhou? — JK pareceu estar surpreso.
— Você não sabia? — Arqueei uma sobrancelha, também surpresa. — O policial disse que você sabia.
— Puta merda... O que está acontecendo? — Realinhou os fios bagunçados e entortou a boca. — Mais um motivo pra me fazer ir até lá e bater no Hoseok.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Criminal | Jeon Jungkook
FanfictionA expressão "você estava no lugar errado e na hora errada" nunca fez tanto sentido como naquele momento. A entrada repentina dos seis homens empunhando armas poderosas, as ameaças entoadas em gritos, a pressão nos funcionários da joalheria de luxo...
