A expressão "você estava no lugar errado e na hora errada" nunca fez tanto sentido como naquele momento. A entrada repentina dos seis homens empunhando armas poderosas, as ameaças entoadas em gritos, a pressão nos funcionários da joalheria de luxo...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Assim que Jeon estacionou o carro em frente à minha casa, apressei-me para retirar o cinto de segurança e desembarcar. Porém, não fiz isso antes de juntar aqueles lábios deliciosos aos meus em um selinho bem rápido. O moreno até tentou transformar aquele contato em um beijo mais profundo, mas eu neguei ao empurrá-lo pelo peito. Jeongguk riu soprado, conformado, e esperou pacientemente que eu entrasse em casa para só então ir embora dali. Palhaço... Como pôde me deixar na vontade? Isso não é justo!
— Chegou? — A minha mãe me olhou com o cenho franzido. — O que aconteceu? Você dormiria na casa de Somin, então por que voltou? — Cruzou os braços, indicando-me que estava chateada com tudo aquilo. — Achei que aproveitaria o pouco tempo que tem aqui em casa com os seus pais, já que não pode sair daquele lugar.
— É, eu sei que fiz muito mal... — suspirei com pesar, realmente lamentando a situação. — E foi por isso que voltei — menti. Céus... Eu apenas me afundo ainda mais nas mentiras que crio. Todos os dias. — Consciência pesada.
— Que bom! — Ela sorriu e eu me senti ainda pior. — Você está... Suada — me analisou. Droga! — Tentaram algo contra você durante o caminho? Foi o homem que te manda ameaças, filha?
— Não, mãe... — suspirei. — Felizmente não.
— E o que houve?
— Esse calor de Seul está me dando a sensação de que estou no inferno — justifiquei com mais uma mentira enquanto caminhava até a escada. — Não estou aguentando.
— Será que não é porque você está de casaco?
— A cidade está repleta de mosquitos também — rebati com rapidez. Era uma característica péssima, mas eu estava começando a ficar boa nisso. — Prevenção.
— A mãe de Jeongguk melhorou das dores? — O meu pai surgiu de repente no corredor, assustando-me.
— Melhorou — fui breve.
— E os bandidos? — Continuou com os questionamentos. Ah, pai... Pior momento! — Como estão as coisas com eles?
— Como? — Franzi o cenho.
— Resolveram finalmente mexer os pauzinhos pra descobrir quem é o desgraçado que te ameaça ou ainda estão fazendo corpo mole?
— Não é tão simples quanto parece, pai — suspirei alto. — O ameaçador deu uma trégua nos bilhetes, mas isso não é cem por cento um bom sinal — confessei. — Tenho medo de que ele esteja arquitetando algo sério pra um futuro próximo.
— E como vão fazer? — Ele me olhava atentamente. — Quais são os planos?
— Os rapazes irão manter a segurança e eu ficarei aqui durante alguns dias como um teste — contei a ideia de Taehyung, que foi aprovada por todos nós em uma breve reunião. — Mas se precisar ir até eles, eu irei.