49. Visita inesperada

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Já era noite e eu tentava controlar o meu desespero enquanto ligava para Jackson e não tinha nenhuma das minhas chamadas atendidas

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Já era noite e eu tentava controlar o meu desespero enquanto ligava para Jackson e não tinha nenhuma das minhas chamadas atendidas. Por sorte, o meu celular estava no bolso naquele momento em que os rapazes entraram na minha casa e eu trouxe o aparelho sem perceber. Inclusive, devo me agradecer por ter essa mania de sentar nos lugares com o celular no bolso traseiro mesmo tendo que ouvir as reclamações da minha mãe sempre que faço isso; falando nela, mandei-lhe uma mensagem dizendo que estava tudo bem comigo e, como resposta, recebi uma foto dela e do meu pai no hotel. Fiquei aliviada ao notar que eles pareciam estar tranquilos. Em seguida, enviei uma mensagem para Somin contando tudo o que aconteceu e também pedi que ela não fosse me visitar durante os próximos dias. Eu acreditava que havia a possibilidade de JP sequestrá-la apenas para me chantagear, pois não sabia até que ponto esse homem podia ir.

— Jackson! — Parei de andar de um lado para o outro assim que o rapaz atendeu. — Ainda bem que consegui falar contigo.

— Onde você está? — Perguntou alto. — Estou aqui na frente da sua casa há meia hora. Já toquei a campainha diversas vezes e ninguém apareceu — pelo seu tom de voz, eu sabia que ele estava bem chateado.

— É... É que... — eu não havia pensado em nada para lhe dizer e agora estava em apuros. — A primeira coisa que você deve fazer é sair daí, certo? — Pedi. — Por favor, saia da frente da minha casa.

— O que aconteceu?

— É só porque está perigoso — respondi um pouco tempo depois. — O número de assaltos deu um salto enorme nos últimos meses e eu fico preocupada com você sozinho tão tarde — e bem... De certa forma, era verdade. Eu estava muito preocupada com ele porque alguém do grupo de Jay pode atacá-lo se estiver por perto e perceber que Jack é importante para mim. — Você já fez o que eu pedi? — Perguntei após um tempo apenas ouvindo a respiração do mais velho.

— Sim, fiz — bufou. — Estou no meu carro agora — ouvi o barulho da porta do automóvel sendo fechada. — Pode me dizer em que local está? Se quiser, eu vou te buscar.

— N-Não — droga! Eu realmente odiava essa situação. — Eu precisei viajar, Jack.

— Viajar? — Sua voz saiu mais alta novamente. — De novo? — Ficamos em silêncio. Eu não sabia o que dizer, na verdade. — Mas você poderia ter me avisado antes, pelo menos.

— Desculpe, é que dessa vez eu precisei fazer uma visita a um amigo que mora em... Ilsan — simplesmente saiu da minha boca. Como criei isso? Eu estava virando uma mentirosa de carteirinha. — Ele está muito doente, sabe? Fiquei tão atordoada que não lembrei de mais nada — sentei-me na cama esperando a resposta que demorou um pouco.

— Tudo bem.

— Jack, me desculpa mesmo — suspirei. Aquilo era muito chato. — Assim que eu voltar pra Seul, prometo que iremos fazer algo legal juntos.

— Certo — ficamos mais alguns minutos em silêncio. Que constrangedor... — Bom, eu vou voltar pra casa agora. Tenha uma ótima noite, (s/a) — disse baixo. — Até a sua volta!

Criminal | Jeon JungkookHistórias para pegar e não largar. Descubra agora