— Dakho? — Jeongguk perguntou alto, surpreso, e se esticou um pouco para frente com o objetivo de enxergar melhor. — Acho que não, amor — opinou enquanto eu ainda tentava reconhecer o funcionário de confiança do Wonho. — Não dá pra ver bem, na verdade.
— Não dá — confirmei em um sussurro.
— Podemos ir até lá — Yoongi sugeriu. — Eu estou pronto.
— Não! — Neguei rapidamente. — Seria um conflito desnecessário. O que poderíamos impedir agora?
— Um ataque? — Min exalava obviedade no seu tom.
— Agindo de que maneira? Trocando tiros no meio de um posto de gasolina com vários inocentes espalhados por aqui? — Olhei ao redor. — Me parece péssimo em todos os cenários.
— Podemos seguir viagem, mas com a atenção quadruplicada em quem está perto dos nossos carros na estrada — JK voltou a se pronunciar. — JH, anota a placa do tal veículo e passa para o V.
— Vou mandar o código de alerta para o RM, pode ser? — Suga questionou.
— Deve! — O meu namorado respondeu sem demora. — E vamos sair daqui logo. Se for algo realmente suspeito, estamos ficando vulneráveis.
— Metade dos reservas já foram na frente, abrindo caminho — Jung lembrou. — Podemos ir.
— Estamos em uma situação atípica, Hoseok, e se você ousar contar uma piadinha, eu juro que te jogo pra fora do meu carro — Jeongguk disse entredentes enquanto o encarava pelo retrovisor, voltando ao seu estado de aborrecimento. — Quero que todos fiquem calados até chegarmos à minha casa.
Retomamos o trajeto e a tensão era nítida em nossas expressões. Não precisávamos dizer uma palavra sequer. Jeon tinha o olhar atento no retrovisor e apertava o volante com muita força, aparentemente pronto para, a qualquer momento, parar o automóvel e entrar em um confronto. E perceber isso me deixou três vezes mais nervosa. A que nível havíamos chegado? Que tipo de amor é este que o alucinado diz ter por mim? Na verdade, se trata de um sentimento doentio! Não é e nunca vai ser amor! Em meio à apreensão, a imagem do motorista preenchia a minha mente. O vidro do para-brisa de seu automóvel era um pouco escuro, porém, ainda assim, era possível ver quem estava ali. Entretanto, a distância nos impediu de reconhecer qualquer ocupante e eu apenas achei que o homem era parecido com Dakho, o braço direito de Shin Hoseok. Nada é certeza, infelizmente.
— (s/n) está em um mundo paralelo — Somin me despertou ao mencionar o meu nome. — Ou está em choque? — Sua voz tornou-se mais alta, entregando o espanto. — Amiga!
— Amor? — JK levou a mão até a minha coxa.
— Eu... Eu estou bem — falei mais baixo do que gostaria. — Alguém nos persegue? — Olhei para a janela, preocupada.
— O carro seguiu outro caminho há alguns quilômetros — o meu namorado informou. — E eu falei sobre isso no momento exato.
— Não ouvi.
— O importante é que estamos seguros e que chegamos — estacionou o veículo e retirou o seu cinto de segurança. — Você está mesmo se sentindo bem?
— Sim, estou.
— Vamos entrar e beber um pouco de água — esticou-se para destravar o meu cinto. — Sai do carro devagar, certo?
— Foi um alarme falso — RM se aproximou de nós já falando. — Eles pegaram o percurso que tem outra cidade como destino.
— Um lugar bem mais distante daqui, eu sei — Jeon suspirou. — Falaremos sobre isso depois — diminuiu o volume da sua voz, mas eu ainda conseguia ouvi-lo. — (s/n) está muito assustada.
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Criminal | Jeon Jungkook
Hayran KurguA expressão "você estava no lugar errado e na hora errada" nunca fez tanto sentido como naquele momento. A entrada repentina dos seis homens empunhando armas poderosas, as ameaças entoadas em gritos, a pressão nos funcionários da joalheria de luxo...
