A expressão "você estava no lugar errado e na hora errada" nunca fez tanto sentido como naquele momento. A entrada repentina dos seis homens empunhando armas poderosas, as ameaças entoadas em gritos, a pressão nos funcionários da joalheria de luxo...
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Jeongguk desceu para atender a droga da ligação e demorou tanto que provavelmente quando voltou, eu já estava dormindo; pois tenho certeza de que não o vi depois disso. Acordei no dia seguinte e não pude ficar mais feliz ao descer e ver a minha mãe ajudando Ashley a preparar o almoço. Abracei a mais velha com força e, já no minuto seguinte, ela me encheu de perguntas sobre a minha saúde. Fiz questão de dizer o quanto Jeongguk estava sendo essencial para a minha melhora e ela não me poupou das suas caretas de desgosto.
Era segunda e Somin havia dado entrada no meu pedido de uma semana de afastamento do trabalho. Jeongguk conversou com ela por mensagem e disse que realizaria o pagamento da multa do meu contrato com o hospital. Assim que soube disso, combinei com ele que o reembolsaria assim que recebesse o pagamento da minha bolsa de estudos. Eu receberia o valor integral nesse mês. Não queria abusar e muito menos me beneficiar de dinheiro de roubo. Sabia que era horrível voltar da folga já pedindo afastamento, mas eu precisava de um pouco de descanso.
— Você realmente está apaixonada por esse bandido? — Minha mãe perguntou enquanto andávamos pela praia. Ashley estava a metros atrás de nós porque parava para recolher conchas.
— O nome dele é Jeongguk — bufei. — E sim, estou apaixonada. Muito apaixonada.
— É amor, então?
— Não sei — sorri. — Ele me faz muito bem. Me disseram que o Jeon era mau, porém eu não vi nada grave até agora — dei de ombros.
— E se estiver fingindo?
— Eu tenho certeza de que ele não está — respondi rapidamente. — Jeongguk está fazendo acompanhamento psicológico e a melhora dele se deve a isso.
— Qual é o problema que ele tem? Bipolaridade?
— Não, ele passou por um momento difícil com uma mulher — suspirei. — Ela o abandonou. Eu não sei bem como foram as coisas, mas imagino que tenha sido bem sério.
— Bom, de qualquer forma, eu não apoio esse relacionamento de vocês.
— Por quê?
— Ainda pergunta? Por mais que eles estejam te ajudando agora, eu não esqueci que foram esses mesmos rapazes que te prenderam por um dia e que o tal Jeongguk te enganou.
— Eu já superei isso. O que eu sinto pelo Jeon vai além.
— Isso é muito perigoso, filha — bufou, negando com a cabeça. — Enfim, eu não sei se vou aceitar esse rapaz como genro.
— Mãe... — revirei os olhos.
— Eu vejo que você realmente está apaixonada e incrivelmente feliz, mas eu não apoio essa profissão dele.
— Ele é arquiteto.
— Arquiteto bandido.
— A profissão dele é apenas arquiteto — cerrei os olhos para ela.