Sinto muito, Rafa

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POV GIZELLY

Estava com as pernas esticadas no colchão e as costas na cabeceira da cama, enquanto Rafaella rebolava no meu colo. Nossas respirações se misturavam entre os gemidos que saiam de nossas bocas. Suas unhas arrastavam no meu couro cabelo me dando uma sensação inexplicável. Minhas mão apertavam sua cintura possessivamente e eu guiava o ritmo, pois já estava quase chegando ao meu ápice, mas eu queria fazê- la gozar antes.

-Isso... Gi... – Rafa ofega e aumenta a velocidade. — Meu Deus, você é uma delícia.

-Gostosa! — Puxei seu lábio inferior entre os dentes e ela gemeu na minha boca. — Porra, eu não vou conseguir segurar Rafa!

-Vem, goza comigo. — Rafaella apertou minha nuca e um calor percorreu minhas pernas subindo até o pé da minha barriga.

A expressão de prazer no rosto dela, denunciava que ela chegou ao ápice, as paredes internas dela apertam o meu membro prolongando a sensação prazerosa do nosso orgasmo. Rafa avançou sobre minha boca me tomando em um beijos urgente e intenso. Nossas línguas dançavam juntas me causando um calor dentro do peito.

-Uau! — Ela disse sorrindo, assim que precisamos de ar. — Não vou deixar você ir embora mais.

-Dona Márcia vem aqui me puxar pelos cabelos. — Meu tom era de riso, mas sei que minha mãe ia falar até na minha cabeça por estar aqui até essa hora.

-Minha sogra é brava assim? — Senti meu mundo parar de girar por alguns minutos, sei que era brincadeira, mas ter ela falando assim me acendeu uma esperança.

-Não viu o tanto. — Selei nossos lábios novamente e Rafa tinha um sorriso lindo nos lábios. —Posso tomar um banho antes de ir?

-Gizelly eu tô falando sério. — Ela segurou meu rosto entre as mãos. — Eu não vou deixar você ir embora a essa hora.

-Rafa, eu estou fora de casa desde cedo. — Justifiquei fazendo ela bufar e levantar do meu colo. — Minha mãe já deve ter me ligado, ela não gosta quando eu passo a noite fora.

-Eu ligo pra ela e falo que cê tá aqui. — Sua carinha de cão que caiu da mudança me fez sorrir. — Tá tarde bebê, fica?

Já disse que é impossível dizer não pra Rafaella? Pois é. Depois de ligar pra minha mãe e ouvir muito esporro, estamos aqui assistindo uma série no youtube. Rafa está entre minhas pernas encostando as costas em meu troco enquanto eu estou com as costas encostadas na cabeceira da cama. Ficamos trocando apenas carinhos, pois nosso estoque de preservativos chegou ao fim e também estávamos cansadas. A série passava na tv e Rafa estava concentrada na tela, entretanto meu pensamento estava longe mais precisamente no encontro que eu tive com Ivy na porta do banheiro do clube.

Flash back on:

Quando coloquei meus olhos em Ivy e Renato se aproximando da nossa mesa, meu coração gelou. Não é possível que eles estejam aqui, o dia estava tão legal, eu estava feliz ao lado de Rafa, amei passar o dia brincando com o Gabriel e sem contar que Marcella foi muito legal comigo. Tentei não transparecer meu desconforto, mas Rafa sacou que tinha algo errado e me chamou para irmos embora. Antes precisei passar no banheiro pra trocar o short de compressão, pois já estava me machucando.

Estava distraída ajeitando minha roupa quando senti dedos tamborilando meu ombro. Respirei fundo ao sentir o perfume de Ivy invadir minhas narinas. Ela se aproximou pertinho do meu ouvido, dando um beijo no meu pescoço.

-Quando essa palhaçada vai acabar, Gizelly? – A voz dela tinha uma entonação de raiva. – Você não sabe o ódio que eu estou de você

-Me solta, Ivy. – Me virei, tentando me afastar dela. – Se está com ódio de mim, o que você está fazendo aqui?

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